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Águas do Alto Minho lança novo sistema de gestão e reforça atendimento

A empresa de gestão das redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento Águas do Alto Minho (AdAM) anunciou esta segunda-feira a implementação de um novo sistema de gestão comercial, associado ao reforço do atendimento ao cliente.

Em comunicado, a empresa adiantou que o “reforço” do atendimento ocorrerá “tanto em loja como por telefone”, acrescentando que “o lançamento uma aplicação móvel marca o início de um novo ciclo na AdAM para melhorar o serviço ao cliente”.

“Implementámos com sucesso um novo sistema de gestão comercial, o Aquamatrix, um sistema robusto e líder de mercado que está implementado em vários municípios e empresas do setor, como a EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, o que nos possibilita resolver todos os problemas de faturação e de integração dos sete sistemas”, afirmou o presidente do conselho de administração da AdAM Carlos Martins, citado na nota.

No documento, o responsável adiantou que “as novas medidas vão permitir reduzir os tempos de espera e possibilitar que as pessoas interajam mais facilmente connosco do conforto de suas casas”.

Entre as medidas anunciadas, Carlos Martins, destacou “o novo sistema de gestão comercial e o serviço de atendimento telefónico de ‘call-back’, em complemento da aplicação para smartphones myAQUA, e o reforço de recursos humanos para a direção comercial e atendimento ao cliente”.

“Neste primeiro ano de atividade, a AdAM atingiu vários objetivos, tendo assegurado o fornecimento de água e o normal funcionamento dos sistemas de saneamento, com equipas de operação e de manutenção disponíveis 24 horas por dia. O ano de 2020 decorreu em circunstâncias extremamente severas para todos e exigiu muita dedicação e empenho dos trabalhadores da AdAM para garantir o abastecimento e o saneamento sem interrupções, a quem reconhecemos o esforço, a dedicação e enorme profissionalismo”, reforçou o administrador.

Segundo Carlos Martins, “os requisitos do Plano de Controlo de Qualidade da Água foram integralmente cumpridos, sendo de registar a melhoria do indicador de Água Segura da entidade reguladora do setor (ERSAR), atingido o valor de 98,7% água segura”.

“Foi dado início a um plano de investimentos de 20 milhões de euros em novas obras de expansão de redes de água e águas residuais, que já permitiu o alargamento do serviço a lugares que nunca tinham tido acesso ao serviço de água e aos serviços de saneamento, nomeadamente a Ermelo (Arcos de Valdevez), a Nogueira e Portela Susã (Viana do Castelo), à ETAR de Robordões Souto, servindo Fornelos, Queijada e Anais, à ETAR do Freixo (Ponte de Lima) e ao saneamento de Argela (Caminha)”, especificou.

Carlos Martins salientou ainda “o investimento de 13 milhões de euros para combater as perdas de água, promovendo a instalação de um sistema de telegestão, de deteção de fugas, bem como à substituição de condutas com históricos problemas de roturas”.

O responsável referiu-se aos “grandes constrangimentos à atividade da empresa, relacionados com a complexidade da integração de sete sistemas de faturação dos municípios, que causou erros e cuja resolução foi afetada pelos constrangimentos decorrentes da pandemia de Covid-19”.

O presidente da AdAM acrescentou que “o novo sistema de gestão comercial e o reforço das equipas são medidas que complementam o esforço na melhoria do atendimento aos clientes que já implementámos, nomeadamente ao nível da digitalização dos serviços”. “A esmagadora maioria das situações e interações com a AdAM já podem ser resolvidas tanto no nosso balcão digital como na nova aplicação para smartphone”, observou.

O responsável disse “reconhecer e lamentar o incómodo sofrido pelos seus clientes, num ano particularmente desafiante”, e assumiu “o empenho em prosseguir todos os esforços para cumprir a missão de prestar um serviço cada vez mais fiável, eficaz e de qualidade”.

A AdAM, empresa de gestão das redes de água em baixa e de saneamento, é detida em 51% pela AdP e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A nova empresa começou a operar em janeiro de 2020, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

Em abril de 2020, a empresa suspendeu a faturação depois de terem sido detetados erros de faturação que afetaram 15 mil consumidores.

A constituição tem sido contestada por vários partidos e pela população de alguns concelhos, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau” funcionamento dos serviços.

Em janeiro, a AdAM iniciou a regularização dos consumos não faturados em 2020, na sequência de erros que afetaram 15 mil consumidores.