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Lar em Valença espera retoma de vacinação após 115 testes negativos

O vice-provedor da Misericórdia de Valença apontou hoje o reinício do processo de vacinação de 115 utentes e funcionários do lar para esta semana, depois dos resultados negativos dos testes de despiste ao vírus SARS-CoV-2.

Em declarações à agência Lusa, Hermenegildo Alves explicou que a vacinação esteve inicialmente prevista para 23 de janeiro, mas foi cancelada após a confirmação de infeção pelo vírus SARS-Cov-2 em três funcionários.

“Na quinta-feira, foram testados 56 utentes da Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) e 59 funcionários. Os resultados chegaram no sábado e deram todos negativos. Já comunicámos esse facto às autoridades de saúde, a quem enviamos a lista, corrigida. Espero que, ainda esta semana, o processo de inoculação avance”, explicou o responsável da instituição do distrito de Viana do Castelo.

Hermenegildo Alves adiantou que “a lista inclui os 56 utentes e 59 funcionários entre ajudantes de lar, serviços gerais (limpeza), cozinha, lavandaria, equipa técnica, e serviços administrativos, que contactam diretamente com os utentes”.

“A diretora técnica elaborou a listagem e discriminou a função de cada um dos funcionários no lar. Não podemos garantir que todos vão ser vacinados. Os que têm contacto direto com os utentes são os prioritários. Os três funcionários infetados estão fora da lista, encontram-se em casa a recuperar”, especificou.

Segundo o vice-provedor, naquela lista “não constam elementos da parte administrativa e da provedoria.

“Os testes também só foram feitos a estas pessoas. Eu não fui testado, nem consto da lista de vacinação. Não entro na ERPI desde março de 2019. Os funcionários do apoio domiciliário também não foram testados, é uma valência da Misericórdia, mas não integram o quadro de pessoal que anda dentro da instituição. Quem não é testado, nem está na lista de vacinação não acede à ERPI”, reforçou.

Hermenegildo Alves referiu que “apesar do susto com os três funcionários infetados”, a instituição “tem conseguido manter o vírus afastado dos utentes, cumprindo um plano de contingência muito rigoroso”.

“Testamos, periodicamente, os funcionários. Temos essa política desde março. Inicialmente, recorríamos aos testes PCR que nos custavam, cada um, 125 euros.

Quando apareceram os testes rápidos passamos a fazê-los na instituição pela nossa equipa de enfermagem. Sempre que algum funcionário se ausentava para gozo de férias só entrava ao serviço depois de testado”, especificou.

Segundo o responsável, foi uma das formas da instituição conseguir travar a propagação do vírus.

“Foi nesses rastreios que detetamos alguns funcionários que vinham de férias infetados e eram, imediatamente, afastados do ambiente da ERPI. Até agora temos conseguido. Tem sido um custo imenso, em termos financeiros e humanos. Não queríamos morrer na praia”, referiu.