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Reabertura do pré-escolar: crianças dispensadas de usar máscara e privilegiadas atividades ao ar livre

Depois da reabertura das creches e escolas secundárias, as crianças que frequentam o ensino pré-escolar vão poder regressar à escola no próximo dia 1 de junho. O Ministério da Educação divulgou esta sexta-feira as orientações para a reabertura dos estabelecimentos.

As orientações são semelhantes às já praticadas pelas creches. Os pais devem deixar os filhos à porta dos estabelecimentos e não circular no interior das instalações e não devem autorizar “as crianças a levar de casa brinquedos ou outros objetos não necessários”. O mesmo deve ser feito pelos estabelecimentos ao utilizarem apenas o estritamente necessário para as atividades e tarefas.

As crianças estão dispensadas de usar máscara de proteção, estas devem ser utilizadas apenas pelo pessoal docente e não docente, e todos “devem ser organizados em salas ou outros espaços”.

Os estabelecimentos devem privilegiar “as atividades que decorram no exterior (pátios, logradouros, jardins), em regime rotativo” e “garantir a existência de material individual necessário para cada atividade”.

O documento com as orientações refere que as “crianças devem trocar o calçado que levam de casa por outro apenas utilizado no espaço do Jardim de Infância”, acrescentando que “este calçado extra permanece no estabelecimento de educação, devendo ser higienizado, todos os dias, após a saída da criança.”

As orientações do Ministério da Educação indicam ainda que “sempre que possível, e que tal não comprometa a segurança das crianças (portas com barreira de segurança e janelas que não estejam ao alcance), deve manter-se as janelas e/ou portas das salas abertas, de modo a permitir uma melhor circulação do ar”.

Nas idas à casa de banho devem-se evitar “concentrações” e há ainda a necessidade de proceder à divisão entre espaços “sujos” e “limpos”, com a criação de circuitos de entrada e saída.

Durante o período de refeições, a deslocação para a sala de refeições deve ser desfasada para evitar o cruzamento de crianças, ou, quando tal não for possível, será de considerar fazer as refeições na sala de atividades. “Antes e depois das refeições, as crianças devem lavar as mãos acompanhadas, para que o façam de forma correta; os lugares devem estar marcados, de forma a assegurar o máximo de distanciamento físico possível entre crianças; deve ser realizada, entre trocas de turno, a adequada limpeza e desinfeção das superfícies utilizadas”, refere o mesmo documento.

O Ministério da Educação realça que, apesar das regras de distanciamento físico, “importa não perder de vista a importância das aprendizagens e do desenvolvimento das crianças e a garantia do seu direito de brincar”.

“Conversar com as crianças acerca das alterações das suas rotinas e ouvir as suas opiniões e sugestões”, bem como “realizar o registo das novas regras de segurança” através da elaboração de cartazes e panfletos são algumas das estratégicas sugeridas pelo Ministério.

De acordo com as orientações, nesta fase, “devem-se cancelar festas e reuniões de encarregados de educação presenciais”.