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Alto Minho cria fundo de 100 mil euros para apoiar Unidade Local de Saúde

Os concelhos do distrito de Viana do Castelo e a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho constituíram, esta terça-feira, um fundo de 100 mil euros para apoiar a unidade local de saúde na resposta à pandemia de Covid-19.

Em comunicado, a CIM do Alto Minho explicou que aquele fundo, dotado, “nesta fase inicial, de um montante de 100 mil euros”, destina-se à “aquisição de equipamentos de proteção, de desinfeção, ou de suporte aos cuidados intensivos para as respetivas unidades de saúde”.

A decisão foi tomada hoje em reunião do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, realizada com recurso a videoconferência e que contou com a participação do presidente da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Na nota, a CIM explica que os apoios dos municípios serão “concentrados exclusivamente na ULSAM, a quem competirá efetuar a gestão das prioridades de ação à escala do Alto Minho, nomeadamente, no que respeita à aquisição de equipamentos de proteção, de desinfeção, ou de suporte aos cuidados intensivos para as respetivas unidades de saúde”.

“Quaisquer propostas ou manifestações de interesse e disponibilidade de empresas atualmente ou potencialmente fornecedoras de equipamentos de proteção, de desinfeção, ou de suporte aos cuidados intensivos deverão também ser encaminhadas para avaliação prévia da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM)”, especificou.

Os municípios do Alto Minho decidiram também, “em articulação com a ULSAM, a cedência de equipamentos municipais para quarentena de pessoas em isolamento que não podem ou devem regressar aos seus domicílios, para descanso de pessoas dos serviços de saúde, segurança e outros diretamente envolvidos, e para pessoas com sintomas leves do vírus que não podem ou devem regressar aos seus domicílios”.

Os municípios defendem ainda o reforço, pelas autoridades nacionais competentes, das “ações necessárias para assegurar o urgente controlo de entradas de emigrantes, camionistas e trabalhadores transfronteiriços à entrada das fronteiras, bem como para disponibilizar informação às autarquias sobre os respetivos locais de destino por forma a assegurar o seu adequado acompanhamento e/ou sensibilização”.

“Nas fronteiras do Alto Minho passam quase 50% dos fluxos de passageiros entre Portugal e Espanha, sendo que o Alto Minho constitui um dos principais territórios de origem da diáspora portuguesa que vive no centro da Europa”, destaca a nota da comunidade intermunicipal.

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