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Lusodescendentes pedem cautela máxima nas deslocações para evitar contágio

A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) apelou hoje aos descendentes de portugueses que evitem ao máximo deslocar-se a Portugal para evitar a disseminação da covid-19.

Numa nota, a AILD lamentou as vítimas da pandemia e fez “um apelo a todos os portugueses, a residir no território nacional e fora do país, e a todos os lusodescendentes, para que cumpram escrupulosamente os procedimentos e recomendações das autoridades de saúde”.

Queremos ainda fazer um apelo a todos os nossos emigrantes e lusodescendentes para terem o máximo de cuidados aquando das deslocações que realizarem para Portugal, pois estas potenciam cadeias de contágio difíceis de controlar. Se possível, adiem esse momento”, acrescentou a associação, destacando a necessidade de “travar a contaminação, quebrar as cadeias de contágio e evitar que o SNS [Serviço Nacional de Saúde] entre em colapso”.

Caso não seja possível adiar as viagens a Portugal, é aconselhado “um período de isolamento profilático”. Recorde-se que a ARS Norte – Administração Regional de Saúde do Norte determinou ontem, como medida imediata, que todos os cidadãos que regressem do estrangeiro, seja por fronteira terrestre, aérea ou marítima e independentemente da nacionalidade e do país de origem, permaneçam em isolamento profilático pelo período de 14 dias a partir da data de entrada em Portugal.

A AILD considera ainda que, os efeitos da pandemia também vão refletir-se na economia e que “Portugal, sem suporte económico estrutural, irá ter um enorme impacto em termos económicos, financeiros e sociais, nomeadamente no turismo, nas empresas, nas exportações, no orçamento e no poder de compra das famílias e na instabilidade social causada”.

“Esta é uma luta não só pela sobrevivência da saúde, mas também da sociedade em geral e, portanto, é preciso reduzir ao máximo o tempo de duração desta batalha, que dependerá, sobretudo, da contenção para reduzir prazos, numa luta que não é apenas da responsabilidade do Estado, mas que tem de ser coletiva”, sublinhou.

A associação alertou ainda que suspendeu ou adiou todas as ações e iniciativas em curso e planeadas, que irá oportunamente voltar a agendar, “mantendo ativas apenas as que não carecem do contacto presencial”.

Em Portugal, há 12 mortes e 1.280 infeções confirmadas.

O número de mortos duplicou hoje em relação a sexta-feira e registaram-se mais 260 casos no mesmo período.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou na terça-feira o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.