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Covid-19: Lar de Vila Nova de Cerveira monta “minifábrica” de máscaras para ocupar idosos

O Lar Maria Luísa, em Vila Nova de Cerveira, transformou uma sala de estar numa linha de produção de máscaras, montando uma “minifábrica” daqueles artigos de proteção individual, por escassearem no mercado e para ocupar os 70 idosos. 

“Já produzimos 30 e o objetivo é chegar às 100 máscaras. A produção destina-se aos cerca de 50 funcionários da instituição. Decidimos começar a fazer as nossas próprias máscaras porque estamos a ter dificuldade em comprá-las.

Além da escassez, confrontamo-nos com a consequente subida de preços”, explicou hoje à Lusa a diretora técnica da instituição, Mara Rebelo.

As máscaras, em tecido, reutilizáveis, são “todas diferentes umas das outras” por serem “decoradas pelos idosos com os mais diversos motivos, desde corações a flores”.

“Tínhamos uma peça de teatro prevista para o dia 26, mas foi cancelada. Com os tecidos que nos tinham oferecido para o guarda-roupa da peça decidimos começar a fazer as nossas próprias máscaras de proteção”, explicou a responsável.

As visitas a lares da região Norte foram suspensas no dia 07 de março para conter a propagação do novo coronavírus em Portugal.

A animadora do lar, da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, “percebe de costura” e passou a orientar a “linha de produção”, ocupando os idosos de “forma lúdica e divertida”.

“Neste momento, estamos a fazer só para os funcionários. Queremos dar duas máscaras a cada um, mas temos recebido pedidos de várias pessoas”.

Mara Rebelo adiantou que a instituição “comprava cada máscara descartável por 25 cêntimos”, mas desde o início da pandemia covid-19 “os preços dispararam para mais de dois euros, dois euros e meio a unidade”.

A diretora da instituição apontou a mesma dificuldade na aquisição de luvas e gel desinfetante, apesar de o lar ainda ter deste material em ‘stock’ e que tem de ser bem gerido.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infetou mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 10.400 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 89.000 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 182 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira.

O número de mortos no país subiu para seis.