Campanhas de esterilização combatem abandono e reduzem número de animais errantes em Caminha

No município de Caminha estão a decorrer duas campanhas de esterilização, que têm como objetivo reduzir o abandono animal e a proliferação de animais vadios e errantes neste concelho.

Uma das campanhas em curso está a ser promovida através da Associação Selva dos Animais Domésticos. A iniciativa surge no âmbito do “Programa de esterilização animal”, uma proposta eleita pela população na terceira edição do Orçamento Participativo de Caminha, que levou a autarquia e esta associação a assinar um protocolo, com vista à intervenção e estabilização das colónias de gatos existentes no concelho.

Esta parceria permite capturar, esterilizar e devolver ao seu meio os gatos, devidamente identificados através de microchip, sem perder de vista a eventual adoção. “Os animais esterilizados são devolvidos ao seu meio, depois de identificados eletronicamente e através de um pequeno corte na orelha esquerda. São também desparasitados e vacinados”, explica a autarquia na nota enviada à imprensa.

As primeiras intervenções, adiantam, “já permitiram devolver ao seu meio vários gatos, pertencentes a colónias”.

A associação é a responsável pela operacionalização do projeto e o município pela monitorização do trabalho, função da responsabilidade do veterinário municipal. No âmbito deste programa, a Câmara já transferiu 15 mil euros para a associação, devendo transferir os restantes 15 mil posteriormente.

Com o início da campanha, a Associação Selva dos Animais Domésticos apela aos particulares e voluntários para que auxiliem na identificação das colónias e captura dos gatos, de forma a que o trabalho possa evoluir melhor, uma vez que a associação tem de cuidar, paralelamente, de algumas centenas de animais (cães e gatos) que se encontram à sua responsabilidade, de acordo também com um protocolo estabelecido com a Câmara de Caminha.

O município tem ainda em curso uma segunda iniciativa, de acordo com o Regulamento do Regime Especial de Esterilização de Animais de Companhia. Neste momento há cerca de 15 casos identificados e aprovados e as primeiras esterilizações vão ser realizadas em breve, já que os animais em causa, na sua maioria, eram ainda demasiado jovens, no momento da inscrição, para a intervenção cirúrgica.

Recorde-se que este regime é aplicável aos animais de companhia, cães e gatos, cujo detentor pertença a um agregado familiar com carências económicas, devidamente comprovadas pelos Serviços de Ação Social do Município, mas também a animais que sejam resgatados das ruas por populares ou associações zoófilas legalmente constituídas.

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