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Praticantes de BTT de Viana do Castelo pedalam contra exploração de lítio

O Transtuga, um grupo de dez amigos praticantes de BTT de Viana do Castelo, vai pedalar durante dez dias até ao Algarve, num protesto contra a exploração de lítio em que querem envolver todo o país.

Um dos elementos do grupo, João Cruz, explicou à Lusa que o objetivo é aliar a “paixão” pela prática da modalidade ao alerta do país para a “destruição que a exploração de lítio implica”.

“O desenvolvimento não pode ser feito a todo custo”, frisou.

Os dez “amigos BTTistas” vão partir de Viana do Castelo no dia 08 de junho e percorrer o país desde Rio de Onor, em Bragança, até Sagres, no Algarve.

“Queremos passar por recônditas aldeias, sempre no interior junto à fronteira. Em cada localidade em que pararmos exibiremos uma faixa com a palavra de ordem: “Não à exploração de lítio em Portugal”, frisou João Cruz.

O bancário adiantou que além daquela forma de sensibilização da sociedade civil “contra decisões tomadas nos gabinetes dos governantes”, o grupo irá alertar, com exemplos concretos, a população para as consequências da exploração e da utilização do lítio.

Um dos temas a abordar pelos ciclistas estará relacionado com o que fazer às baterias a lítio dos carros elétricos no fim das suas vidas.

“Sou contra os carros elétricos porque não são alternativa. O carro elétrico é menos poluente do que o de combustão, mas deixa um rasto de destruição muito maior. Temos de perceber, como sociedade, que se somos contra a exploração de lítio em Portugal não podemos querer carros elétricos. É um contrassenso”, referiu.

João Cruz destacou ainda que, “em Portugal, a prospeção e exploração daquele mineral está a ser feita sem qualquer tipo de estudos de impacto ambiental”.

“Está-se apenas a olhar para a vertente economicista. O argumento de criar riqueza para o país não colhe, pois é exatamente o mesmo usado aquando da instalação desenfreada de parques eólicos que supostamente iria baixar o custo da energia elétrica. Hoje bem sabemos que esse mesmo custo para o consumidor final é dos mais caros da Europa”, reforçou.

A viagem, que vai decorrer até 18 de junho, é a primeira de protesto de um total de quatros que o grupo realizou nos últimos quatro anos.

Em 2016 fizeram os três Caminhos de Peregrinos (Caminhos de Santiago, Aragonês, Francês e Português), em 2017 a travessia dos Pirenéus, desde o Mediterrâneo até ao Atlântico, e em 2018 pedalaram entre a Alemanha e Itália.

Quando terminar a travessia de Portugal pela raia fronteiriça até Sagres, terão percorrido 3.900 quilómetros.

Fonte: Lusa

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