Obra musical de Eurico Carrapatoso e Augusto Canário fala sobre amores e desamores ibéricos

Eurico Carrapatoso e Augusto Canário dão, respetivamente, música e letra a uma história de amores e desamores que envolveu o Rei de Leão e uma jovem princesa moura, assim como a esposa do soberano e o pai da rapariga, e que deu origem à lenda que está por detrás do nome do rio Âncora, que desagua em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha. O tema será interpretado pelo Orfeão Limiano já este sábado, dia 11 de maio, na Igreja Matriz de Caminha.

Em causa está um concerto inédito no qual se vai estrear uma das obras encomendadas pelo projeto “Sente a História” inspirada na mitologia do Alto Minho. Desta feita, trata-se da Canção da Lenda do Rio Âncora, cuja música foi composta por aquele prestigiado compositor e a letra é da autoria do referido cantor repentista, cuja história e letra está disponível aqui: //senteahistoria.com/2018/04/05/lenda-do-rio-ancora/

A iniciativa “Sente a História” está a realizar 30 concertos em 30 locais históricos do Alto Minho, envolvendo mais de 1500 músicos e 10 municípios. Este é já o vigésimo quarto concerto da iniciativa, que tem como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

Para além da Canção da Lenda do Rio Âncora, o Orfeão Limiano vai interpretar um reportório bastante heterogéneo, que incluirá desde música do renascimento, períodos clássico e romântico, até á música pop do século XX.

Antes do concerto, pelas 21h30, realiza-se a visita guiada e animada à Igreja Matriz de Caminha, uma das mais vastas e importantes do norte do país. Localizada no interior da muralha junto à rua Direita, a sua construção iniciou-se em 1488, tendo sido concluída em 1556. É Monumento Nacional classificado desde 1910. Incorpora elementos arquitetónicos de várias épocas: românicos, manuelinos e renascentistas.

O concerto e a visita têm entrada gratuita.

Sobre o Orfeão Limiano

O Orfeão Limiano, uma das valências do Instituto Limiano-Museu dos Terceiros, foi fundado em 19 de maio 1979, com estreia no Teatro Diogo Bernardes da vila de Ponte de Lima. É um grupo coral com mais de quatro dezenas de coralistas, de várias idades, distribuídas por quatro vozes mistas.

O Orfeão Limiano dedica-se à execução de música profana e religiosa. Já esteve presente, com as suas canções, em várias cidades e vilas de Portugal, Espanha e França.

Em Portugal, depois de ter marcado presença nos Encontros de Coros do Norte de Portugal que se realizaram após a sua fundação, fundou o Encontro de Coros do Minho, organizando  o primeiro e participando em todos os restantes. Esteve presente em muitos outros eventos, nomeadamente na homenagem prestada ao seu primeiro diretor artístico, cónego António Oliveira Fernandes, no Dia de Ponte de Lima, em 1998.

Em 2007 gravou o primeiro CD, que também inclui o Hino a Ponte de Lima e o Hino da Casa do Concelho de Ponte de Lima, com um espetáculo comemorativo do 20.º aniversário desta associação, em 24 de fevereiro desse ano, no Fórum Lisboa. Aí foi feita a apresentação pública do Hino da Casa do Concelho de Ponte de Lima – A Casa de Ponte, que é de Lima – pelo Orfeão Limiano, dirigido pelo cónego António Oliveira Fernandes, e pela Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, dirigida pelo maestro comissário José Manuel Ferreira Brito. O Orfeão Limiano atuou ainda na cerimónia oficial de reabertura do Museu dos Terceiros, presidida pelo então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, em 2008.

No estrangeiro, manteve grande ligação com cidades espanholas como Xinzo de Limia, Carballiño, Santiago de Compostela e Cariño e ainda com a cidade francesa de Vandoeuvre (perto de Nancy), uma das cidades geminadas com Ponte de Lima.

O atual diretor artístico do Orfeão Limiano é Nuno Tiago Fernandes Pereira Lima. Trabalha com o mesmo desde dezembro de 2013 e orientou a sua reaparição pública em 21 de dezembro de 2014, num concerto de Natal realizado na Igreja Matriz de Ponte de Lima.

Desde essa data, o Orfeão Limiano tem realizado muitos concertos, em Portugal, em localidades de Ponte de Lima como Correlhã e Arcozelo, em Viana do Castelo, S. Pedro de Merelim (Braga), Caldas de Vizela, Sociedade Musical Santa Cecília (Aveiro), Vila Nova de Santo André (Santiago do Cacém), Oiã (Oliveira do Bairro) e S. Caetano (Cantanhede).

Solenizou, em 15 de agosto de 2017, a celebração eucarística de comemoração dos 50 anos de sacerdócio do pároco de Ponte de Lima, Mons. José Sousa.

Organizou o Concerto de Natal-Encontro de Coros 2017 e participou nos concertos de Natal com o Grupo das 8 na freguesia da Correlhã e com a Banda Musical de Ponte de Lima, em 29 de dezembro.

Em 2018 realizou concertos nos dias 11 e 25 de fevereiro (freguesia de Brandara e Feitosa) e 11 e 18 de março (Vitorino das Donas e Gondufe).

Solenizou, em 4 de março, a celebração dos 40 anos da Diocese de Viana, na Expolima, em Ponte de Lima.

No dia 28 de abril de 2018, o Orfeão Limiano, a convite do Centro Cultural Social de Santo Adrião, em Braga, participou no IV Encontro de Coros organizado pelo Coro Allegretus, do CCS de Sto Adrião, em Braga.

Em 11 de agosto, realizou em Fontão, o concerto do Dia da Freguesia.

No dia 09 de setembro, a convite da Comissão das Feiras Novas 2018, participou no Cortejo Histórico.

No dia 1 de dezembro, a convite da Comissão de Festas da Senhora da Boa Morte, participou no Concerto de Natal que aí se realizou pelas 21h00. Realizou ainda o Concerto de Natal-Encontro de Coros 2018 (com o Coro Allegretus e Coral Santa Mariña, de Ginzo de Limia) e o Concerto de Natal com a Banda de Música de Ponte de Lima, na igreja Matriz de Ponte de Lima.

E janeiro de 2019 realizou 4 concertos, nas igrejas de Refoios, Anais, Bertiandos e Moreira do Lima.

 

Sobre o maestro Nuno Tiago Fernandes Pereira Lima

Iniciou os seus estudos musicais com sete anos de idade. Estudou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo na classe de trompa dos professores Joaquim Vidal e Sónia Feijó. Em 1998, passou a estudar com o professor Abel Pereira na Escola Profissional de Música de Espinho.

Em 2001, ingressou na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo, na classe de Bohdan Sebestik. Durante o curso participou na Orquestra Sinfónica da ESMAE (Sinfonieta), onde teve o privilégio de trabalhar com maestros como: Omri Hadari, Jan Cober, Marc Tardue, Manuel Ivo Cruz, Daniel Schweizer e António Saiote. Fez cursos de aperfeiçoamento com os professores Philip Maguire, Abel Pereira, Stefan Dohr, Javier Bonet, Bernardo Silva, Bruno Schnaider e com o Quinteto de Metais “LUUR METALLS”.

Participou no segundo estágio da Orquestra Juvenil “Bracara Augusta” (1998), no Festival Internacional de Orquestras Jovens, em Múrcia, Espanha, sob a direção do maestro Cesário Costa (1999), no 1º, 2º e 3º estágios da Orquestra APROARTE, sob a direção dos maestros Ernst Schelle e Oliver Diaz Soarez. Em 2001, com a orquestra APROARTE e o maestro Ernst Schelle, participou no Festival de Verão “Young Euro Classic”, em Berlim. Integrou também o 6º e 7º estágio da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, sob a direção do maestro António Saiote. Em 2002, como músico convidado da Orquestra da Escola Profissional de Música de Espinho, participou no “Aberdeen International Youth Festival”, Escócia. De setembro de 2005 a janeiro de 2006, como bolseiro do programa Erasmus, estudou na Escuela Superior de Música de Cataluña, com o professor David Thompson. Terminou a Licenciatura em Trompa na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo, em 2006, na classe do professor Bohdan Sebestik. Lecionou na Escola de Artes da Bairrada e no Conservatório de Música de Felgueiras, desde 2007 é professor de trompa e música de câmara na Academia de Música Fernandes Fão. Atualmente frequenta o Mestrado em Ensino da Música na Universidade do Minho. É o maestro do Orfeão Limiano desde dezembro de 2013.

 

Sobre o “Sente a História”

O programa cultural “Sente a História – Ação Promocional de Música e Património – Novas Abordagens, Novos Talentos” apresenta características inéditas no país. Centrado na capacitação, valorização e no desenvolvimento de competências de diferentes gerações de músicos locais, bem como na criação de novos talentos, o programa decorre de 13 maio de 2018 a 20 de julho de 2019 e envolve os municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Além de permitir uma experiência de história ao vivo, onde a música vai ao encontro da arquitetura dos monumentos, contempla três linhas de programação (bandas filarmónicas, coros e jovens solistas do Alto Minho em contexto de música de câmara), tendo como objetivo surpreender o público com novas abordagens e novos talentos.

As bandas filarmónicas, com os novos maestros a garantirem o rejuvenescimento desta arte na sequência das ações de capacitação deste programa, vão atuar em contexto de concerto com interpretações surpreendentes com jazz, rock, fado, música barroca, popular ou erudita, em formato acústico ou com o som amplificado.

No que diz respeito aos coros, vai estar também patente o cruzamento da tradição com a inovação. Exemplo disso é o facto de o cantor popular repentista Augusto “Canário” ter escrito as letras das canções que vão invocar as lendas da região. Em paralelo, seis compositores de referência do jazz à música erudita (Afonso Alves, Eurico Carrapatoso, Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Mário Laginha e Telmo Marques) compuseram sobre as palavras do sentir tradicional, 10 peças corais polifónicas dedicadas a uma lenda de cada município e, ainda, um Hino do Alto Minho. Vozes de todos os coros da região vão fundir-se no Coro Intermunicipal do Alto Minho, num gran finale a encerrar o projeto em julho de 2019, onde interpretarão todas as canções das lendas e o Hino do Alto Minho.

De modo a fomentar os tesouros patrimoniais do Alto Minho, os dias em que ocorrerem os concertos serão também de património aberto, ocorrendo ainda visitas e tours guiados.   Os horários das aberturas e os locais de interesse a visitar serão divulgados em www.senteahistoria.com, app e nas redes sociais da iniciativa. Em simultâneo irá decorrer um passatempo onde os visitantes poderão registar fotografias suas, tiradas nessas visitas e concertos, habilitando-se a ganhar vouchers para desfrutar em restaurantes da região.

A iniciativa é organizada pela CIM Alto Minho, produzida pela Eventos David Martins e cofinanciada pelo Norte2020 – Programa Operacional Regional do Norte.