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Teatro de rua é novidade na tradição da Queima do Ano Velho em Melgaço

Apontamentos de teatro de rua, pela companhia Sururu, do Porto, é a novidade da 3ª edição da Queima do Ano Velho, uma tradição ancestral da aldeia de Castro Laboreiro, Melgaço, que representa “a esperança de um ano melhor”.

A tradição da Queima do Ano Velho foi recuperada em 2016 e voltará a repetir-se, no domingo, a partir das 23:00, na aldeia de Castro Laboreiro, em Melgaço, o concelho mais setentrional do país.

Sónia Nogueira, da organização, explicou hoje à Lusa, que o evento, na terceira edição “tem vindo a registar uma participação crescente de público”.

“No primeiro ano tivemos cerca de 200 pessoas. No ano passado foram mais de 800 e, este ano, contamos ultrapassar esse número”, adiantou, referindo que o teatro de rua “vem complementar o programa de animação do evento” que se realiza naquela aldeia do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG).

Além da participação da companhia do Porto a animação será ainda garantida com representações pelo grupo “Meiga Mariluche”.

A iniciativa inicia-se pelas 23:00 com um cortejo do Ano Velho animado por gaitas de foles.

O desfile termina no centro cívico da aldeia onde será queimado o Ano Velho e oferecida uma queimada e aos participantes.

Segundo Sónia Nogueira, o objetivo do evento é “dar a conhecer os locais que compõem o PNPG, incentivando à cooperação, num esforço conjunto de promoção do turismo da região”.

O evento, organizado Just Natur, empresa de animação turística especializada no PNPG, tem o apoio da Câmara de Melgaço e da Junta de Freguesia de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro.

Com cerca de 500 habitantes, Castro Laboreiro é uma das maiores freguesias do Alto Minho, em termos de território, mas também das mais envelhecidas e isoladas da região, com o núcleo central da aldeia a mais de 800 metros de altitude.

Aquela freguesia montanhosa, que tem cerca de 100 quilómetros quadrados e dista 25 quilómetros da sede do concelho, está situada num planalto com o mesmo nome, em plena serra da Peneda, no coração do PNPG.

A aldeia possui ainda “um milenar e riquíssimo legado histórico, arqueológico e arquitetónico, designadamente os monumentos megalíticos, o Castelo de Castro Laboreiro (classificado como monumento nacional), as pontes e igrejas medievais, os fornos comunitários, os moinhos, a atividade agropastoril e as brandas, inverneiras e lugares fixos, testemunhos, também aqui, da prática da transumância, quando os pastores subiam com os rebanhos à montanha, até às brandas, como a da Aveleira situada a cerca de 1.100 metros de altitude.

Aí permaneciam de abril a setembro para retirar partido de melhores pastos, e regressando à aldeia quando as chuvas e ventos agrestes prenunciavam o fim de mais um ciclo.

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