Altominho.tv
CM VIANA DO CASTELO

Venda dos 28 lotes de terreno do Parque da Cidade rende 8 milhões de euros à VianaPolis

A VianaPolis encaixou cerca de oito milhões de euros com os 28 lotes de terreno que a sociedade tinha à venda há 12 anos no Parque da Cidade de Viana do Castelo.

Contactado pela agência Lusa a propósito de um comunicado emitido pela autarquia, dando conta da venda de 28 lotes para habitação e comércio e de um lote para equipamento social do Parque da Cidade, o autarca, José Maria Costa, disse tratar-se de uma operação “importante para as contas da sociedade e do próprio município”, aguardada desde 2006.

Em causa estão terrenos situados junto ao rio Lima, intervencionados pela VianaPolis e colocados à venda, em 2006, por 21,6 milhões de euros, mas sucessivas hastas públicas não os conseguiram negociar, apesar das várias revisões do preço base.

Em 2013, na última tentativa, o preço base ficou fixado nos 7,5 milhões de euros. Desde então, a venda ficou aberta em contínuo, aguardando por investidores interessados.

O autarca justificou a venda de todos os lotes daquela zona da cidade, “concretizada em reunião do conselho de administração da VianaPolis”, com a “forte atratividade de Viana do Castelo para a atividade imobiliária e o crescente interesse dos investidores”.

O Parque da Cidade foi recuperado e infraestruturado pela sociedade VianaPolis, responsável pela execução do programa Polis de Viana do Castelo, detida em 60% pelos ministérios do Ambiente e das Finanças e em 40% pelo município.

Em causa está uma área de 63.199 metros quadrados de terrenos para a construção de habitação de luxo, 1.776 metros quadrados para comércio, 19.526 metros quadrados de estacionamento, além de um lote de 9.496 metros quadrados para construção de um hotel.

O presidente da Câmara referiu ainda que continua a aguardar pela decisão judicial relativa a uma providência cautelar movida em janeiro pelos últimos 14 moradores no prédio Coutinho e que suspendeu o despejo dos oito apartamentos que ocupam no edifício de 13 andares, cuja “desconstrução” estava prevista iniciar-se “no primeiro trimestre de 2018”.

O prédio de 13 andares, que já chegou a ser habitado por 300 pessoas, está situado em pleno centro histórico da cidade e tem demolição prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, para ali ser construído o novo mercado municipal.

A empreitada de demolição do prédio Coutinho foi lançada a concurso público no dia 24 de agosto de 2017, por 1,7 milhões de euros, através de anúncio publicado em Diário da República. Em outubro, a VianaPolis anunciou que a proposta da empresa DST – Domingos da Silva Teixeira venceu o concurso por apresentar a proposta mais favorável, orçada em 1,2 milhões de euros.

José Maria Costa destacou ainda que o Estado, detentor da maioria do capital da VianaPolis, aprovou o prolongamento da atividade da sociedade por mais um ano, para a concretização do projeto de desconstrução.

O autarca explicou que a prorrogação da vida daquela sociedade até 31 de dezembro de 2019 foi aprovada, em novembro, mantendo inalterado o seu objeto social, a desconstrução do prédio Coutinho.

A atividade da sociedade VianaPolis tem sido consecutivamente prolongada face ao impasse nos processos judiciais movidos há 18 anos pelos moradores no edifício Jardim, conhecido localmente como prédio Coutinho.

Redes Sociais

Mais de 50.000 pessoas acompanham a Altominho.tv nas principais redes sociais. Junte-se à nossa comunidade no Facebook, Twitter, Youtube e Instagram.
Acompanhe-nos nesta viagem pelo Alto Minho!

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com