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Demissão de confraria deixa templo ex-libris de Viana sem iluminação de Natal

O templo de Santa Luzia, em Viana do Castelo, não vai este ano ser decorado com iluminação de Natal, como aconteceu nos últimos cinco anos, porque a direção da confraria que gere o monumento está demissionária.

“Este ano não há iluminação do templo por a direção da confraria se encontrar demissionária. Não há quórum para tomar uma decisão que implica um investimento significativo, da ordem dos sete a dez mil euros”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente demissionário, Pedro Reis.

Pedro Reis, engenheiro civil de 40 anos, que tomou posse do cargo em janeiro, sublinhou que a decisão de não decorar o templo com iluminação natalícia, tal como vinha acontecendo desde 2013, “não se prende com razões financeira”.

“Não é uma questão de falta de dinheiro. A Confraria de Santa Luzia encontra-se de boa saúde financeira, mas não é, face à situação transitória que está a viver, o momento ideal para tomar uma decisão desta envergadura”, frisou.

O responsável, eleito há um ano presidente da Confraria que gere o templo-monumento situado no cimo do monte de Santa Luzia, sobranceiro à cidade de Viana do Castelo, explicou que a “direção demissionária não tem legitimidade para tomar essa decisão, por não querer onerar a futura direção de uma responsabilidade que, neste momento, não é essencial”.

Pedro Reis adiantou que a demissão da atual direção ocorreu em setembro, mas não quis especificar as razões, e referiu que “o novo ato eleitoral deverá ser marcado a curto prazo pela Diocese de Viana do Castelo, a quem caberá nomear uma comissão de gestão para assegurará a gestão corrente do templo-monumento”.

Em março, aquela confraria inaugurou um edifício polivalente de três andares, num investimento de cerca de 1,2 milhões de euros. Designado de edifício das Tílias, o edifício está dotado de albergue de peregrinos, restaurante, arquivo e museu do santuário de Santa Luzia, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.

Na altura, em declarações à Lusa, Pedro Reis referiu que com a conclusão daquele edifício “terminaram as intervenções previstas para o templo-monumento, no período entre 2014/2018, num investimento global de dois milhões de euros”.

Pedro Reis, adiantou que, “sem horizonte temporal definido, está prevista uma nova fase de requalificação da envolvente ao templo que contempla a construção de um bar/restaurante panorâmico, a criação de uma zona de estacionamento para autocarros e a recuperação do jardim das Tílias”.

O arranjo urbanístico e paisagístico daquela área foi iniciado em 2014, pela confraria de Santa Luzia, que zela por aquele santuário desde 19 de março de 1884.

Do zimbório existente no topo do templo, o ponto mais alto de Viana do Castelo, os visitantes avistam uma paisagem de vários quilómetros. De acordo com dados da confraria, entre 80 mil a 90 mil pessoas acedem (entrada paga) anualmente ao zimbório.

Projetado pelo arquiteto Ventura Terra, o templo de Santa Luzia, cuja construção decorreu entre 1904 e 1943, é hoje um ex-líbris de Viana do Castelo, sobranceiro à cidade na montanha com o mesmo nome.

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