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Ministra do Mar reúne-se com pescadores de Viana para discutir impacto de parque eólico

A ministra do Mar vai reunir-se, na sexta-feira, com o presidente da Câmara de Viana do Castelo e com representantes dos pescadores da região para discutir o impacto da instalação de um parque eólico flutuante ao largo do concelho.

Em causa está um projeto de aproveitamento da energia das ondas orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

O encontro, hoje anunciado, em comunicado, pelo Ministério tutelado por Ana Paula Vitorino, surge na sequência do pedido feito, na segunda-feira, pelo autarca de Viana na sequência das “preocupações” que lhe foram transmitidas por 15 armadores de Viana do Castelo, Caminha, Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Esposende e com as associações Vianapesca e Promar.

Segundo o autarca, José Maria Costa, a localização das plataformas do parque eólico flutuante é contestada “por afetar o espaço de instalação das artes de pesca de 14 embarcações, das quais dependem mais de 140 famílias”. Os armadores e as organizações representativas dos pescadores garantem ter dado conta dessa “insatisfação” durante o período de consulta público do projeto eólico, mas de não terem visto atendidas as suas pretensões.

Na nota hoje enviada, a ministra Ana Paula Vitorino, refere que “a preocupação pela atividade piscatória e pelos seus profissionais foi sempre tida como prioritária em todos os processos e particularmente no Windfloat Atlantic, razão pela qual foram inclusive feitas alterações no desenho inicial do projeto, de forma a impactar o menos possível nas atividades de pesca já instaladas na zona”.

“Em todo este processo, o Ministério do Mar fez um esforço significativo de conciliação entre as atividades de pesca já existentes e o novo projeto Windfloat Atlantic, estando hoje seguro que o resultado final se traduz numa harmonização entre as atividades”, adianta a nota do Ministério do Mar.

O documento acrescenta que “o projeto Windfloat Atlantic foi alvo de várias iniciativas de esclarecimento em Viana do Castelo, quer junto da Câmara Municipal quer junto da população local, em particular da comunidade piscatória de Viana do Castelo”.

“O esforço de conciliação continua e continuará enquanto alguma das partes entender necessário”, acrescenta, destacando que a reunião agendada para sexta-feira, às 15:00, no Ministério do Mar, pretende “preservar a proximidade e conciliação de interesses”.

O gabinete de Ana Paula Vitorino adianta que “o projeto Windfloat Atlantic, pioneiro a nível mundial, visa a exploração do recurso eólico em águas profundas.

“Este projeto de energia renovável oceânica assume especial importância para o país e para a região de Viana do Castelo, abrindo um novo campo de exploração dos recursos energéticos sustentáveis no mar e de produção de energia renovável, criando um novo setor industrial e muitos novos postos de trabalho”, destacou.

O Ministério do Mar sublinhou também a “inegável importância do setor das pescas para Portugal e, mais concretamente, para a região de Viana do Castelo”.

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