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Vila Nova de Cerveira faz “esforço suplementar” para celebrar 40 anos de bienal

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira e da fundação que organiza a bienal de arte disse hoje que o município fez um “esforço suplementar” para celebrar os 40 anos do evento, por falta de apoio.

“Este ano não conseguimos qualquer financiamento público a não ser o da câmara municipal, o que colocou algumas dificuldades à organização. A câmara teve reforçar o apoio porque os 40 anos da bienal não podiam passar despercebidos”, referiu Fernando Nogueira à agência Lusa.

O autarca e presidente Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) explicou que “a candidatura plurianual apresentada ao concurso da Direção-Geral das Artes (DGartes) foi de 300 mil euros, mas não foi contemplada com qualquer verba”.

“Com um apoio de 300 mil euros ficaríamos descansados para a bienal deste ano e para mais dois anos. Apesar de a candidatura ter sido aprovada, não conseguiu obter verba por se ter esgotado o montante que a DGartes tinha disponível”, especificou, referindo-se ao facto de a candidatura ter sido considerada elegível pelo júri, mas sem alocação de qualquer valor.

Fernando Nogueira adiantou que face àquela situação, a autarquia decidiu fazer um “esforço suplementar, atribuindo mais de 200 mil euros” para a realização da 20.ª edição, que vai ser inaugurada na sexta-feira, às 15h30, no fórum cultural daquela vila do distrito de Viana do Castelo, numa sessão presidida pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

“Nas últimas edições os apoios oficiais eram da ordem dos 50 mil euros, mas, este ano, nem esse conseguimos. Nas edições anteriores a câmara atribuía um apoio entre os 160 e os 170 mil euros mas, este ano, reforçou com mais de 200 mil euros”, sustentou.

O responsável sublinhou que o futuro da bienal, este ano com um orçamento de cerca de 300 mil euros, é incerto, mas garantiu que o concelho tem a “vontade firme” de continuar a realizar “a bienal mais antiga do país e da Península Ibérica”.

“Evidentemente que temos apreensão em relação ao futuro. Os financiamentos são sempre difíceis. Sendo um futuro sempre uma incerteza a nossa vontade firme é continuar com as bienais, mantendo a qualidade e crescendo de ano para ano”, referiu o autarca.

Fernando Nogueira disse que, “em Vila Nova de Cerveira, quando se fala de um evento fala-se da bienal de arte”. “É um lugar-comum mas é verídico. A bienal colocou Vila Nova de Cerveira no mapa do país e da região, em 1978. Hoje não há português nenhum e, mesmo estrangeiros, que não conheçam Vila Nova de Cerveira, precisamente por causa da bienal. É uma marca poderosíssima e uma mais-valia para o território e, fundamentalmente, para Vila Nova de Cerveira”, afirmou.

Nos 40 anos do evento, Fernando Nogueira traçou como “objetivo mínimo alcançar o número de visitantes da edição de 2017, o mais elevado até então, de 100 mil pessoas”.

Uma homenagem ao artista Cruzeiro Seixas e a apresentação de mais de 600 obras marcam os 40 anos da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, que vai voltar a realizar-se em anos pares.

O evento vai decorrer até 23 de setembro, com o tema “Artes Plásticas Tradicionais e Artes Digitais – O Discurso da (Des)ordem”, “mantendo o formato adotado desde a primeira edição, em 1978, afirmando-se como um local de encontro, debate e investigação de arte contemporânea, num programa concertado com o ensino superior das artes a nível Europeu”.

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