A intoxicação causada pela inalação de fumos e gases (monóxido de carbono), que inclui acidentes com lareiras, braseiras e esquentadores, levou à morte de 171 pessoas em Portugal nos últimos cinco anos, entre 2018 e 2022, segundo dados do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
Em declarações à Altominho TV, Filipe Guimarães, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, diz que muitas pessoas ainda “não têm noção do perigo” que correm.
“Quando há esquentadores a funcionar em espaços fechados e com lareiras é necessário garantir alguma ventilação natural para que haja renovação do ar. Caso contrário, o monóxido de carbono toma conta do espaço”, alerta.
O novo Comandante do Setor Operacional do Distrito lembra ainda que o monóxido de carbono é um gás que não tem sabor nem cheiro. “O seu único efeito é que as pessoas começam a ficar com sono e acabam por ´apagar”, explica, antes de recomendar a instalação de esquentadores por técnicos certificados: “As regras de instalação têm mudado e isso ajudou a reduzir o número de acidentes.”
Este ano, um dos distritos mais afetados foi o de Vila Real, tendo registado quatro mortos e 18 incêndios urbanos desde outubro.
Cuidados a ter:
Verificar periodicamente o estado de funcionamento dos equipamentos, preferencialmente antes da época do frio, antes da sua utilização. No caso das lareiras é recomendada a limpeza da chaminé.
Nunca utilizar este tipo de equipamentos em ambientes fechados. Manter sempre algum grau de arejamento do local.
No caso de sintomas, nomeadamente dor de cabeça, náuseas, prostração ou mesmo desmaio, arejar o local, abrindo janelas e portas, deslocar as pessoas afetadas para a rua e ligar 112.










