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Inês Rocha criou o projeto “Treinos ao Domicílio + 65 anos”

Inês Rocha, uma jovem de 25 anos, natural de Ponte de Lima, criou há cerca de um ano, o projeto “Treinos ao Domicílio + 65 anos”.

Inês licenciou-se em Ciências do Desporto pela Faculdade de Ciências do Desporto e
Educação Física da Universidade de Coimbra e fez Mestrado em Ensino da Educação Física. Tem também formação em Treino para Idosos e Prevenção de Quedas, e formação em Pilates.

Em entrevista à Altominho.tv, Inês revelou que “o projeto “Treinos ao Domicílio + 65 anos”, nasceu em janeiro de 2025, numa fase em que senti vontade de arriscar e de criar algo que me desse verdadeiro prazer em fazer todos os dias. Sendo Professora de Educação Física e Personal Trainer, sempre tive uma grande paixão pelo Exercício Físico e pelo impacto positivo que ele pode ter na vida das pessoas”.

A jovem, decidiu então, apostar numa área “que sempre me tocou particularmente: o trabalho com idosos”.

Assim “surgiu a ideia de levar o treino até casa daqueles que, por diferentes razões, já não se sentem tão confortáveis em sair ou não têm condições para o fazer. O objetivo é simples, mas muito significativo para mim: ajudar a melhorar a qualidade de vida, a mobilidade e o bem-estar destas pessoas, no conforto do seu próprio lar”.

A motivação para criar este projeto “nasceu daquilo em que mais acredito enquanto profissional: o Exercício Físico pode mudar vidas, não só a nível físico, mas também mental e emocional”.

Inês afirmou ainda que “existem muitos idosos que passam grande parte do tempo em casa e que, com o passar dos anos, vão perdendo mobilidade, força, autonomia e independência. A falta de estímulo e de atividade física acaba muitas vezes por agravar esta realidade, levando a consequências como quedas, fraturas, isolamento social e uma maior dependência de terceiros para viver”.

“Ainda existe muito a ideia de que as pessoas deixam de se movimentar porque envelhecem. Mas na verdade, o que acontece é exatamente o contrário: é a falta de movimento e de exercício que acaba por limitar e condicionar o corpo. O nosso corpo adapta-se sempre àquilo que recebe. Se passa grande parte do tempo em repouso, naturalmente deixa de estar preparado para responder ao movimento, ao esforço e às atividades do dia a dia”, disse esta manhã Inês, à Altominho.tv.

Por isso “acredito que esta é uma área cada vez mais essencial e necessária. Ao levar o treino até casa, procuro eliminar barreiras”.

A jovem realiza treinos, no conforto das próprias casas dos idosos.

“Nem os idosos nem as suas famílias precisam de se preocupar com deslocações ou logística. Os treinos são sempre seguros, adaptados às limitações e capacidades de cada pessoa, e realizados num ambiente familiar e acolhedor, onde o aluno se sente confortável. Para mim, o mais importante é que cada aluno se sinta motivado, acompanhado e valorizado ao longo de todo o processo. Daí este trabalho ser também tão gratificante, uma vez que a relação positiva e de confiança que vou construindo com os meus alunos, contribui significativamente para a evolução e o bem-estar deles”.

Até aqui, Inês revela que esta “tem sido uma experiência incrível e, honestamente, nunca pensei que pudesse ser tão feliz a trabalhar”.

Na maioria das vezes, quem procura os seus serviços, são os familiares dos idosos, precisamente “porque começam a notar algumas limitações importantes no dia a dia”.

As principais preocupações estão relacionadas com a diminuição de mobilidade, força e autonomia para realizar tarefas simples, “como levantar-se, caminhar ou manter o equilíbrio”.

As quedas também são uma das razões mais frequentes que levam as famílias a procurar ajuda.

“Antes de iniciar qualquer programa de treino, realizo sempre uma primeira sessão totalmente gratuita, que corresponde a uma avaliação física”.

Esta fase “é essencial”, porque permite “conhecer melhor cada pessoa: o seu histórico de doenças, eventuais lesões, limitações e objetivos e onde realizo alguns testes físicos simples”. A partir daí, a jovem consegue planear “um programa de treino seguro, adaptado e eficaz”.

Mais do que treinar, Inês procura criar uma relação de confiança e proximidade com cada aluno.

“Tal como acontece em qualquer área da saúde, uma boa relação entre o profissional e a pessoa que acompanhamos é fundamental”.

Essa ligação “facilita o processo, aumenta a motivação e contribui muito para o bem-estar físico e emocional”.

Inês Rocha, disse ainda que “quando existe confiança, o treino deixa de ser apenas um exercício físico e passa a ser também um momento de cuidado, estímulo físico e mental, e de qualidade de vida”.

Neste momento, Inês está a implementar o projeto em Ponte de Lima, Viana do Castelo e Barcelos.

Fotografias: Inês Rocha