O território de Paredes de Coura ganhou este ano uma presença reforçada no Vodafone Paredes de Coura, com o município a apostar na valorização da identidade cultural, histórica e patrimonial das freguesias durante um dos maiores eventos do concelho.
Além das já habituais Vodafone Music Sessions e da iniciativa Sobe à Vila, a edição deste ano contou com o palco Coura Sem Paredes e com referências a todas as freguesias no espaço dedicado ao campismo. Frases alusivas à história e às particularidades de cada localidade, acompanhadas por QR Codes com informação adicional, procuraram aproximar os milhares de festivaleiros do território que os acolhe.
“Queremos que Coura toda possa ser parte do festival, ocupando espaço mediático e criando vínculos com quem nos visita”, explicou Tiago Cunha, presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, sublinhando que o festival “vive muito da proximidade e partilha das pessoas”.
A ligação ao território estende-se também à população e ao tecido económico local. Restauração, alojamento, comércio e serviços são algumas das áreas que sentem diretamente o impacto do festival, num período marcado por um aumento significativo do número de visitantes no concelho.
O município destaca ainda a crescente presença de projetos e artistas ligados a Paredes de Coura no festival. Depois de, nas três primeiras edições, apenas os Boucabaca terem representado o concelho, a Escola do Rock abriu oficialmente a 25.ª edição, em 2017. Este ano, o palco Coura Sem Paredes recebeu nomes como The Horrors, WU LYF, Show Me The Body, Maruja, Prostitute, Noiserv e Capitão Fausto.
De Formariz a Romarigães
A identidade das freguesias esteve particularmente visível na zona de campismo. Em Formariz, por exemplo, uma das frases recupera uma ligação da banda Capitão Fausto ao concelho: “Temos batalhas históricas, se não acreditas, pergunta aos Capitão Fausto!”.
Já Bico foi identificado com a expressão “Aqui, o fuso horário é diferente!”, numa referência à antiga diferença horária de uma hora e meia que existia entre a freguesia e o restante concelho e país. A expressão “Vieste pela hora de Bico?” permanece, desde então, associada ao território.
Em Romarigães, a frase “Onde Aquilino Ribeiro se inspirou!” remete para a Quinta do Amparo e para a obra “A Casa Grande de Romarigães”, de Aquilino Ribeiro. O espaço foi recentemente reabilitado através de uma parceria entre o município e a família do escritor.
A iniciativa incluiu ainda a divulgação do Bairro do Amor, plataforma digital dedicada ao comércio local, através da mensagem “Entre para dentro”, procurando aproveitar a projeção do festival para dar maior visibilidade aos negócios e serviços que integram a comunidade courense.
Para o município, a estratégia passa por fazer do festival não apenas um acontecimento musical, mas também uma oportunidade de apresentar aos visitantes a história, a cultura, o património e as pessoas que dão identidade a Paredes de Coura.
Foto: DR










