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Seis nadadores completam travessia inédita entre o WindFloat Atlantic e Viana do Castelo

O parque eólico offshore flutuante WindFloat Atlantic foi este sábado palco de um feito inédito em Portugal. Seis nadadores profissionais concluíram com sucesso a primeira travessia em águas abertas entre um parque eólico offshore e a costa portuguesa, percorrendo cerca de 20 quilómetros até Viana do Castelo.

A iniciativa integrou o OW Extreme Challenge 2026, organizado pela Ocean Winds (OW), empresa responsável pelo desenvolvimento, propriedade e operação do WindFloat Atlantic, em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, a Federação Portuguesa de Natação, o Clube de Vela de Viana do Castelo, a Associação de Nadadores-Salvadores Coordenada Decimal, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo e o Hotel AP Dona Aninhas.

A partida ocorreu às 10h28, junto ao WindFloat Atlantic, tendo a chegada sido registada pelas 15h10, na Praça da Liberdade, em Viana do Castelo. A travessia foi concluída em quatro horas, 42 minutos e 41 segundos.

A equipa foi liderada por Miguel Arrobas, presidente da Federação Portuguesa de Natação, e integrou ainda a nadadora olímpica de águas abertas e natural de Viana do Castelo, Vânia Neves, bem como os atletas Marco Vantaggiato, Jorge Viegas Faria, Bernardo Ferreira e Mauro Inácio.

Ao longo do percurso, dezenas de pessoas acompanharam os nadadores a partir da linha costeira, num momento que aliou o desporto à valorização do território e da energia renovável. Segundo a organização, o desafio pretendeu demonstrar a convivência entre as infraestruturas eólicas offshore e as comunidades locais, reforçando a ligação entre o oceano, o desporto e a transição energética.

O evento assinalou igualmente o sexto aniversário da entrada em operação do WindFloat Atlantic, considerado o primeiro parque eólico flutuante semissubmersível do mundo, com uma capacidade instalada de 25 MW. Desde a sua inauguração, o projeto tem sido apontado como uma referência internacional na energia eólica offshore flutuante e um dos símbolos da inovação portuguesa na área das energias renováveis.

A ligação entre o oceano, o vento e as pessoas estende-se também a outras iniciativas promovidas pela empresa. Desde 2024, o kitesurfista Pedro Afonso desenvolve uma parceria com a Ocean Winds que lhe permitiu explorar o parque eólico WindFloat Atlantic em kitesurf, reforçando a proximidade entre o projeto e as atividades ligadas ao mar.

Foto: Câmara Municipal de Viana do Castelo