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Estudantes de Design do IPVC exibem projetos na Bienal de Arte e Design do Funchal

A criatividade e a inovação dos estudantes do Politécnico de Viana do Castelo foram reconhecidas a nível nacional, com a seleção de quatro projetos para a primeira edição da Bienal de Arte e Design do Funchal –  “Comunicar Hoje”.

Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos dos cursos de Design de Ambientes e Design do Produto da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG-IPVC), poderão ser visitados na exposição “Laboratórios de Design”, integrada na Bienal de Arte e Design do Funchal, de 11 de abril a 27 de maio. O evento reúne cerca de 250 projetos de diversas áreas e de 27 instituições de ensino nacionais.

“Esta participação sublinha a qualidade do ensino e a capacidade dos estudantes do Politécnico de Viana do Castelo de desenvolverem projetos inovadores e relevantes”, afirma o instituto politécnico. Acrescenta ainda que fortalece a conexão entre o ambiente académico e o profissional, oferecendo aos alunos a oportunidade de apresentar os seus projetos a um público mais amplo e a especialistas do setor.

Design de Ambientes – Stand IPVC e Schelter On

Na área de Design de Ambientes, será exposto o projeto que originou o Stand IPVC, desenvolvido pelos estudantes Dinis Ferreira e Nuno Rocha, com orientação dos docentes Rui Cavaleiro e Luís Mota. O projeto “trata-se de um espaço de representação institucional inovador, que simboliza os valores e a identidade do Politécnico de Viana do Castelo”.

Dinis Ferreira explicou que a inspiração veio dos jovens que, ao terminarem o ensino secundário, se sentem perdidos, e o objetivo era criar um espaço que os fizesse sentir confortáveis e confiantes para seguir os seus estudos.“E nada melhor que o nosso IPVC, o nosso ponto de partida!”, acrescenta Dinis. Nuno Rocha completou enfatizando o caráter inovador do projeto “Quisemos criar um ambiente com uma estética futurista e inovadora para captar a atenção e o interesse principalmente dos mais jovens, que são o nosso público-alvo, mas mantendo alguns princípios: fácil mobilidade, formas simétricas e simplificadas.”

Ainda na mesma área, foi indicado o projeto Schelter On, criado pela estudante de mestrado em Design Integrado, Bruna Freire, com o apoio do Grupo de Trabalho em Design, composto pelos docentes Rosa Venâncio, Manuel Rivas, Liliana Soares, Ermanno Aparo, Rui Cavaleiro e Jorge Teixeira, da Methamorphys (Associação que desenvolve trabalho na área social), do Gabinete de Atendimento à Família (GAF) e da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Bruna explica que o projeto visa criar um “espaço digno” para pessoas em situação de sem-abrigo em Viana do Castelo. Manuel Rivas, diferencia-o dos espaços já existentes por este não impor regras rígidas ou horários de entrada: “Este projeto-piloto não pretende fidelizar as pessoas, muito menos ter regras e horários de entrada”, descreveu. Salienta ainda que o pretendido é “dignificar a vida dos sem abrigo, proporcionando-lhes um espaço para dormir e tomar um banho”.

Design de Produto – ANFITRITE e 4

Na esfera do Design de Produto, foram escolhidos dois projetos. Tratam-se do ANFITRITE, por Bruna Vaz, e 4, por Mirian Banholzer. Ambos os trabalhos foram desenvolvidos no âmbito da unidade curricular Introdução ao Projeto II, sob a orientação dos docentes Patrícia Vieira e Manuel Rivas, e resultaram de um desafio lançado aos alunos, propondo-lhes “transformar materiais celulósicos flexíveis ou semiflexíveis, num objeto de iluminação para um espaço habitacional selecionado pelo aluno. A solução final deveria ser inovadora, responder eficazmente ao problema definido pelo aluno e possuir, simultaneamente, uma estrutura funcional e estética que apelasse a uma linguagem contemporânea”, revelaram os docentes.

Bruna Vaz descreve a sua peça como inspirada pela sua conexão com o mar “combinada com uma ligação íntima e atemporal à ideia de fluidez como expressão de leveza, transformação e renovação”, enquanto Mirian Banholzer se baseou na observação da paisagem ao longo das suas viagens de comboio entre Braga e Viana do Castelo. “Observava diariamente as árvores ao longo do percurso. Este fenómeno tornou-se a essência conceptual do projeto”, conta Mirian.

A seleção dos projetos para a Bienal iniciou-se em dezembro de 2024 e ocorreu através de um processo competitivo em resposta a uma open call nacional coordenada pela Universidade da Madeira.