“Caso o Sr. Bispo não se retrate de toda esta situação, só nos resta concluir que
não tem condições para continuar a guiar como Bom Pastor os destinos da diocese de Viana do Castelo.” Esta é uma das frases que constam na carta aberta já assinada por mais de 500 fiéis de Monção e que visa o Bispo João Lavrador.
No documento, enviado hoje à Altominho TV, um grupo de paroquianos de Monção condena o comunicado “condenatório e pouco esclarecedor” emitido pela Diocese de Viana em janeiro deste ano, onde o Bispo confirmou que “proibiu” o padre André Filipe de exercer o sacerdócio depois de este ter confirmado um caso de abuso sexual de menor.
“Ora, importava clarificar que se trata apenas e só, da lei canónica, e é neste campo que o pároco será julgado no tribunal eclesiástico. Importa esclarecer que tratando-se de uma relação consentida, a partir dos 14 anos, civilmente, não é punível”, defendem agora os fiéis.
“É de lamentar, quando queremos evoluir acompanhando a modernidade exigida, mas quando se trata de homofobia, ainda queremos ser tradicionais”, acrescentam, exigindo ainda: “Entendemos, que as feridas só ficarão sanadas após um comunicado público por parte do Bispo da diocese de Viana do Castelo, D. João Lavrador, a pedir desculpa ao Padre André, por não esclarecer o comunicado.”
“O Padre André Filipe merece todo o nosso respeito. Pecou, e é homem para assumir e ser julgado pelo pecado cometido, mas a ele e à família deve-se respeito. Ficamos com a sensação que houve uma clara perseguição, e a tempestade foi perfeita para poder calar, quem muitas das vezes, tem uma opinião formada e contrária à de quem quer mandar”, pode ainda ler-se na carta.
Esta tomada de posição é feita em concordância com as seis paróquias onde o padre André exercia o seu ministério: São João Baptista de Portela, São Miguel de Sago, São João Baptista de Longos Vales, Nossa Senhora das Neves da Bela; Divino Salvador de Cambeses e Santa Maria de Abedim.










