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Politécnico de Viana apresenta modelo de transferência de conhecimento da academia para tecido empresarial

O PAT.tech, que consiste num novo modelo de transferência de conhecimento do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) para o tecido económico, social e industrial, foi apresentado esta quarta-feira. A instituição de ensino assume-se como “um dos principais impulsionadores para a criação de um ecossistema visando a inovação e o desenvolvimento tecnológico do Alto Minho”.

Em comunicado, o Politécnico de Viana explica que “potenciar, aproximar e transferir tecnologia e conhecimento científico” entre a academia e o tecido económico, social e industrial é a premissa que fundamenta o surgimento do PAT.Tech, projeto que nasce de uma colaboração entre o IPVC e o CiTin – Centro de Interface Tecnológico Industrial, recentemente reconhecido pelo Ministério da Economia como Centro de Tecnologia e Inovação, único em toda a região do Alto Minho.

Esta tarde, durante a apresentação do PAT.Tech, o presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, defendeu que aquela instituição de ensino, “pela sua especificidade com enfoque na produção de conhecimento, tem um papel e uma responsabilidade especiais na produção de um ecossistema capaz de criar investigação e inovação, que responda às necessidades, em especial, do Alto Minho, com vista aos objetivos últimos de desenvolvimento da região e de produção de riqueza”.

Neste sentido, o PAT.tech surge com os propósitos de “consolidar a cultura de inovação, colocar o conceito de patenteação na ordem de trabalhos e tornar mais efetiva a transferência de conhecimento para a sociedade”, lê-se na nota enviada à imprensa.

Carlos Rodrigues explicou ainda que o lugar que, hoje, o Politécnico de Viana do Castelo assume como interlocutor na sociedade é alavancado por uma série de fatores que diferenciam o próprio IPVC.

O presidente deu o exemplo das quatro Unidades de Investigação, que compõem o IPVC, duas delas acreditadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) – CISAS e ProMetheus – e duas – ADiT-LAB e o SPRINT – com condições para avançar com tal acreditação num futuro próximo. O IPVC tem também três unidades participadas, o in.cubo, o CiTin e o DataCoLAB, e é a quinta instituição politécnica com mais artigos publicados SCOPUS. Além disso, tem, anualmente, cerca de 90 projetos de empreendedorismo realizados por alunos.

“Todos estes indicadores tiveram propósitos internos, como a acreditação de cursos ou a avaliação institucional, mas também resultaram em parcerias que contribuem para o ecossistema de inovação do Alto Minho”, sustentou.

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, presente na cerimónia de apresentação, referiu que o PAT.tech se assume como importante para “atrair novos agentes e despertar para a receção de outros domínios, num território que se quer diferenciado”.

A sessão de apresentação do novo modelo de transferência de conhecimento entre o IPVC e tecido económico, social e industrial contou também com a presença do presidente da CIM do Alto Minho, Manoel Baptista, que elogiou o trabalho que tem sido feito pelo Politécnico de Viana do Castelo no território, com expressão em vários municípios do Alto Minho, acreditando que projetos como o PAT.tech poderão permitir ao IPVC “agarrar e responder às necessidades de uma região com um crescimento pujante e evidente na produção e exportação de riqueza”.

O autarca destacou não só a área da tecnologia, mas também as áreas da economia do mar, da produção de energia ligada ao mar e o setor agroalimentar como segmentos nos quais a inovação poderá ter um impacto ainda maior na região.

O PAT.tech nasce de uma colaboração entre o Politécnico de Viana do Castelo e o CiTin, que terá um papel destacado a vários níveis: “É um parceiro privilegiado para as empresas no acesso a financiamento, que irá atuar com o objetivo de criar uma plataforma de entendimento entre a academia e as empresas”, explicou o diretor-geral do CiTin, Sérgio Ivan Lopes.

Já a Unidade de Gestão de Projeto (UGP-IPVC) será “o ponto de contacto único para todos os assuntos relacionados com a Propriedade Intelectual e com a valorização do conhecimento gerado na instituição”, afirmou o pró-presidente do IPVC para a Investigação, Desenvolvimento, Inovação e Tecnologia, Luís Paulo Rodrigues, explicando que a UGP-IPVC terá a missão de “incentivar e consciencializar os investigadores a divulgarem as suas invenções e a estabelecerem uma cultura organizacional, que promova a transferência de tecnologia e faça a ponte entre a invenção e a comercialização”.

Caberá também à UGP-IPVC “mediar e negociar entre as partes envolvidas no processo de comercialização (inventores e empresas) e nos processos de licenciamento com os futuros licenciados”. Ao mesmo tempo, ficará responsável pela construção de “um forte portefólio de Propriedade Intelectual”, fomentando a criação de spin-offs e start-ups.