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Festival Folk Celta está de regresso a Ponte da Barca

Ponte da Barca volta a ser a “capital da música” no fim-de-semana de 29 a 31 de Julho, com o regresso do Festival Folk Celta ao seu formato habitual.

O Choupal, nas margens do rio Lima, volta a ser palco deste evento de entrada gratuita em todos os espetáculos que conta, nesta edição, com nomes vindos de Cabo Verde, República do Níger, Espanha, Itália e Portugal.

O primeiro dia é oficialmente aberto com “prata da casa”, com o palco a ser entregue, pelas 19h00, aos Gaiteiros de Bravães, coletivo empenhado na recuperação dos ofícios de construir e tocar gaita de fole de Bravães, com uma escola-oficina em funcionamento desde 2019.

A componente performativa do grupo resulta da vontade que os alunos têm em partilhar o entusiasmo de ter resgatado do arquivo do museu nacional de etnologia um instrumento matricial da cultura minhota.

Logo de seguida sobe ao palco Maria Mazzotta, pelas 20h30.

Depois, às 22h00, é a vez de Celina da Piedade, compositora, acordeonista e cantora.

Às 23h30, o palco é entregue a Bombino. A temática de suas canções remete frequentemente às questões geopolíticas do seu país e de seu povo, e são cantadas no dialeto tuaregue de Tamasheq.

O segundo dia do festival começa com Maria Monda, pelas 19h.

A partir das 20h30 sobe ao palco Raízes, grupo que surgiu em Vila Verde, Braga no dia 25 de Abril de 1980, com o propósito de participar nas comemorações desta histórica data.

Oscar Ibañez & Tribo, pelas 22h00, são os senhores que se seguem.

A fechar a segunda noite de festival, chega a vez de ouvir Mario Lucio & Os Kriols, pelas 23h45.

O festival encerra no domingo, com o Colectivo Ciranda às 17h.

Constituído pelas vozes e pelos sons antigos recolhidos por Michel Giacometti, Fernando Lopes Graça, Ernesto Veiga de Oliveira, José Alberto Sardinha, entre outros etnomusicólogos que percorreram o país de Norte a Sul, continente e ilhas, à procura de salvaguardar uma parte tão valiosa da nossa memória coletiva.

A Feira Celta também está de regresso ao longo dos três dias de festival.

Em simultâneo com os concertos decorre a habitual Feira Celta, com expositores de comércio de cerveja artesanal, licores, vinho, queijo, enchidos, sabonetes artesanais entre outros produtos manufaturados, e que inclui também uma área de restauração, permitindo aos visitantes jantar e/ou petiscar.

Este Festival cruza as sonoridades musicais folk e celta de tradição popular.