“A Gaita de Bravães. Passado, Presente… e Futuro” foi o mote para uma conferência que decorreu na noite de sexta-feira, no auditório municipal em Ponte da Barca.
Para falar deste instrumento que foi durante séculos basilar nas festas minhotas, a sessão teve como orador, Rafael Freitas, um dos membros da direção do grupo “Os Gaiteiros de Bravães”.
Rafael Freitas apresentou o historial deste instrumento, nomeadamente na região do Minho, as sua experiência e os projetos que visam reavivar memórias e reativar esta tradição.
Recordou as diferentes fases bem como pessoas que estiveram ligadas ao passado da Gaita de Foles de Bravães, nomeadamente, recorrendo à apresentação de algumas fotos antigas exclusivas, e a pessoas que atualmente se juntaram para reativar, não só a arte de construir gaitas de foles, mas também a tocar este instrumento tradicional.
A sessão encerrou com um momento musical que juntou os Gaiteiros de Bravães com o Grupo de Bombos de S. Miguel, Entre Ambos-os-Rios.
Um espetáculo com “prata da casa”, numa iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Ponte da Barca.
Recorde-se que em 2020, o grupo de Gaiteiros de Bravães retomou o fabrico artesanal do instrumento para não deixar cair no esquecimento um ofício desenvolvido há meio século nesta aldeia de Ponte da Barca.
Conta com a colaboração de várias pessoas que têm em comum a enorme vontade de recuperar esta tradição e aprender a tocar este instrumento.
Os instrumentos construídos são réplicas de uma gaita produzida, em 1950, por um construtor da freguesia, Emílio de Araújo.
O instrumento original integra o espólio do Museu de Etnologia de Lisboa e está documentado nas recolhas do etnólogo Ernesto Veiga de Oliveira, entre anos de 60 e 63.










