O presidente da distrital do PSD de Viana do Castelo disse esta segunda-feira não ter ainda “posição formada” relativamente ao futuro do partido após as eleições legislativas antecipadas de domingo, que deram ao PS a maioria absoluta.
“Ainda não tenho posição formada sobre essa questão. A distrital vai agendar uma reunião para refletir sobre os resultados eleitorais”, afirmou à agência Lusa Olegário Gonçalves quando questionado sobre a eventual saída de Rui Rio da liderança do PSD.
Sobre a vitória do PS em nove dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, incluindo em Arcos de Valdevez, bastião social-democrata desde 1976 e onde é vereador do executivo municipal, Olegário Gonçalves disse “respeitar profundamente a vontade dos eleitores”.
O responsável deu “os parabéns” ao PS pelo “resultado obtido e pela vitória”, e garantiu que o “PSD tudo fez para passar a sua mensagem de alternativa à população do Alto Minho”.
“Tal fez com que a votação no PSD tivesse aumentado em mais de dois mil votos em relação a 2019, tendo, em percentagem, no distrito, ficado acima do resultado do partido a nível nacional e mantendo os três deputados eleitos”, especificou.
Segundo o líder da distrital do PSD, os deputados do partido eleitos no domingo “continuarão a fazer o que fizeram até aqui, representando e defendendo os interesses do distrito, mantendo-se atentos à realidade local e aos anseios das populações”.
“Sendo a única força política alternativa, cada vez mais iremos representar o Alto Minho”, sustentou Olegário Gonçalves.
De acordo com os resultados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna – Administração Eleitoral, apuradas as 208 freguesias do Alto Minho, o PS venceu as eleições legislativas antecipadas com 42,06% dos votos, tendo o PSD obtido 34,1% dos votos.
Nas eleições legislativas antecipadas de domingo a abstenção alcançou os 46,18%, contra os 49,40% de 2019.
Na noite de domingo, Rui Rio abriu a porta à saída da liderança do PSD, cargo que ocupa desde janeiro de 2018, caso se viesse a confirmar a maioria absoluta do PS nestas eleições legislativas (o que aconteceu), considerando que dificilmente será útil nessa conjuntura, sem, contudo, verbalizar explicitamente a sua demissão nem adiantar que passos irá dar internamente.









