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Fernando Pimenta espera mais sorte nos momentos decisivos em Tóquio2020

O canoísta Fernando Pimenta desejou que a sorte esteja consigo nos momentos decisivos em Tóquio2020, nos seus terceiros Jogos Olímpicos em que espera concorrência “muito forte” na luta assumida pelo pódio de K1 1.000 metros.

“Sabemos que existe um leque enorme de atletas que podem ser medalha. Alguns já o foram nos Jogos em K1 e eu ainda não, pelo que a pressão está mais para eles. As expetativas são as de conseguir ter um bom desempenho, chegar lá na melhor forma física e psicológica. Acordar nos dois dias super bem disposto. E que aqueles fatores que correram menos bem no Rio2016 que seja diferente e agora estejam do nosso lado”, disse.

Fernando Pimenta vai entrar em prova no dia 2 de agosto, nas qualificações, em busca de um lugar na final, marcada para o dia seguinte dos Jogos, que vão ser disputados entre sexta-feira e 8 de agosto.

Em declarações à Lusa, o canoísta limiano, vice-campeão olímpico em K2 1.000 em Londres2012, com Emanuel Silva, que foi ainda quinto em K1 1.000 e sexto em K4 1.000 no Rio, destacou os adversários de Hungria, Alemanha, Austrália, Bielorrússia, Rússia e China como os maiores obstáculos ao desejo da glória olímpica em K1.

No Rio2016, o luso assumiu a liderança da prova no arranque, porém acabou por perder lugares até cair para quinto, atribuindo essa quebra de rendimento ao facto de ter apanhado algas no seu leme, que prejudicaram o seu desempenho.

Com 104 pódios internacionais no currículo, desvalorizou a pressão que os portugueses exerçam pelo seu êxito no Japão, apesar de as encarar como normais, “provocadas pelos resultados durante todo o ciclo olímpico”.

“Não pode ter peso nenhum, pois para peso já basto eu, o caiaque e a pagaia, que parece leve mas nos metros finais é muito pesada. Temos de ir descontraídos, tranquilos e, claro, com ambição e muita vontade de competir e dar o nosso melhor para conquistar um excelente resultado”, frisou.

Pimenta, que tem como ponto menos forte a capacidade de reação nos metros finais, entende que foi o precursor da mudança tática das provas de K1 1.000, agora seguido pelos principais candidatos.

Recordou que a partir de 2011 passou a assumir “uma saída muito forte, manter o ritmo muito alto e gerir a prova na parte final”, quando anteriormente o meio da regata era mais lento, em jeito de poupança para o ‘sprint’.

A dias de completar 32 anos, em 13 de agosto, o canoísta do Benfica revelou o sentimento de estar a atingir o “ponto alto” da sua carreira e do seu desempenho, assumindo que espera chegar a Tóquio2020 “numa das melhores formas” de sempre.

Qualquer que seja a sua classificação, assumiu que vai estar de “consciência tranquila”, pelo trabalho realizado com o seu treinador Hélio Lucas e pelo modo de estar no desporto, um dos motivos pelos quais quer “desfrutar” da competição no Japão.

“Provavelmente a maior medalha que podia ter já a tenho, uma Margarida. Os resultados desportivos são importantes, mas das coisas mais importantes é a nossa vida pessoal”, sentenciou Pimenta, que foi pai em fevereiro.