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Águas do Alto Minho vai “triplicar” atendimento telefónico a clientes

A empresa de gestão das redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento Águas do Alto Minho (AdAM) informou que vai triplicar a capacidade de atendimento telefónico a clientes, a partir de segunda-feira.

Em comunicado, a empresa adiantou ter contratado “um serviço adicional de atendimento central à Altice, que vai triplicar a capacidade de atendimento telefónico da empresa a partir de segunda-feira.

A AdAM, que gere as redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento, começou a operar em janeiro de 2020, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

A empresa é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

Na nota enviada, a AdAM acrescenta que vai “também reforçar a capacidade de atendimento presencial, sob marcação prévia, nas oito lojas existentes nos municípios, de acordo com a legislação, respeitando as regras de segurança e confinamento em vigor”.

A empresa referiu ainda ter “concluído a instalação de um novo sistema de gestão comercial, o Aquamatrix, que é um sistema robusto de faturação e líder de mercado já implementado em 87 municípios, que conta com quase dois milhões de clientes e que vai permitir responder com total fiabilidade a todas as necessidades de interação comercial com os seus clientes”.

“Estas medidas vêm reforçar as ações da empresa ao nível da melhoria do atendimento ao cliente, nomeadamente a disponibilização de novas funcionalidades, inteiramente gratuitas, consistindo em novas plataformas de comunicação de leituras, por telefone, no balcão digital AdAMnet ou pela aplicação myAQUA”, sustenta.

Na quinta-feira, em conferência de imprensa, os sete municípios que integram a AdAM criticaram o desempenho da empresa, dando-lhe “o prazo de uma fatura” para que “vire a página”, face à “enorme desilusão” da sua atuação desde que foi criada.

No encontro com o jornalistas, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, (PS) leu um comunicado conjunto dos sete municípios que dizem ter “chegado o tempo de dizer basta à enorme desilusão do desempenho da AdAM”.

No comunicado conjunto, anunciaram ainda ter solicitado “uma reunião, com caráter de urgência, ao ministro do Ambiente e da Transição Energética, para dar conta das suas preocupações e expectativas quanto ao novo ciclo da AdAM, que deverá contar com total empenho do parceiro Estado”.

A constituição da empresa tem sido contestada por vários partidos e pela população de alguns concelhos, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau” funcionamento dos serviços, e que reclamam a reversão da sua criação e a devolução da gestão das redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento a cada um dos municípios.