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Caminha cria duas escolas de acolhimento para filhos de trabalhadores que prestam serviços essenciais

Perante a decisão de encerramento de escolas e de serviços públicos, a Câmara Municipal de Caminha criou duas escolas de acolhimento para filhos de trabalhadores que prestam serviços essenciais e não podem recolher ao domicílio.

O edifício da Escola Básica de Caminha está destinado a alunos com área de residência no Vale do Coura e Minho e o edifício da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora está destinado a alunos residentes a sul do concelho.

Para além destes espaços, que entram em funcionamento já na próxima segunda-feira, o Município reforçou a equipa de distribuição de refeições escolares que irá, a partir de amanhã, entregar almoços nas casas dos alunos de famílias carenciadas, bem como nos quartéis dos bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora.

Para Miguel Alves, “a decisão de encerramento de escolas tem um impacto social enorme mas era inevitável face ao que está a acontecer no país e na região. A Câmara está a agir rápido para mitigar os danos desta medida, não deixando que ninguém sinta fome ou abandono. Talvez não consigamos soluções ideais mas estamos a fazer tudo o que é possível para atenuar as dificuldades das nossas famílias”.

De acordo com a Câmara Municipal, os serviços identificarão necessidades mas estão disponíveis para receber os pedidos de apoio que forem dirigidos ao Município ou ao Agrupamento de Escolas, apelando ao contacto de pais e famílias.

Para além das medidas de retaguarda que visam corresponder ao encerramento das escolas, a Câmara Municipal decidiu interditar o passeio e permanência em vias pedonais junto ao mar.

Assim, por despacho do Presidente da Câmara, está interdito o passeio nos diversos passadiços e ecovias do concelho de Caminha, bem como no Paredão de Moledo ou na zona pedonal da Avenida Ramos Pereira em Vila Praia de Âncora.

De acordo com Miguel Alves, “apesar do esforço de sensibilização e até do aparecimento da chuva, continuamos a ver muita gente a passear tranquilamente junto ao mar ou nas ecovias do concelho. Em permanente contacto com a Capitania e com a GNR, decidi interditar o passeio nesses espaços. Sei que há pessoas que precisam de fazer o seu passeio higiénico ou passear o animal de companhia mas isso deve ser feito de forma breve e junto a casa, não deve servir de desculpa para passar duas horas a passear à beira-mar. Sinto muito mas os profissionais de saúde que lutam todos os dias contra esta doença e estão no limite merecem este pequeno sacrifício de todos nós”.

A Câmara Municipal de Caminha decidiu ainda encerrar portas no único edifício que mantinha aberto, estando disponíveis os contactos telefónicos e online para qualquer pedido de atendimento por marcação.

Todas as situações “urgentes e inadiáveis, especialmente do ponto de vista social, têm atendimento presencial e imediato por técnicos da autarquia”.