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Freguesia de Cabana Maior trata sepulturas de familiares que não podem ir ao cemitério

A Junta de Freguesia de Cabana Maior, em Arcos de Valdevez, vai ornamentar mais de 30 sepulturas do cemitério da aldeia para “confortar” os familiares impedidos de o fazer devido à limitação de circulação entre concelhos portugueses.

“A ideia surgiu, sobretudo, por causa dos nossos emigrantes nos Estados Unidos da América e em França. Nem todos têm familiares a quem pedir para lhes tratar das sepulturas. Precisamente um emigrante nessa situação contactou a Junta de Freguesia e foi assim que decidimos avançar”, afirmou esta quinta-feira à Lusa, o presidente da Junta de Cabana Maior, Joaquim Campos.

A “maior parte da população da aldeia é emigrante nos Estados Unidos, França, Suíça e Luxemburgo”, acrescentou o autarca.

“Normalmente os nossos emigrantes costumavam vir por esta altura, mas agora com esta pandemia não estão a arriscar. Há também pessoas que não querem que os seus idosos venham tratar das campas, por recearem contágios, e outras que não residem no concelho e que também nos pediram apoio”, referiu.

Na semana passada o Governo decidiu limitar circulação entre concelhos portugueses entre as 00h00 de sexta-feira e as 06h00 de 3 de novembro.

O autarca adiantou que o executivo decidiu também limpar e ornamentar “todas as campas que apresentam sinais de algum abandono”, bem como “homenagear as 300 sepulturas e jazigos do cemitério, através da colocação de uma vela em cada uma”.

“Temos de ter alguma sensibilidade por tudo o que estamos a atravessar. Temos de estar juntos, e não podemos olhar para o lado”, afirmou.

Segundo Joaquim Campos a Junta de Freguesia vai gastar cerca de 800 euros com a aquisição das velas e das flores. Já a limpeza de todo o cemitério está a ser assegurado por duas funcionárias, uma da Junta de Freguesia e outra do Conselho de Diretivo dos Baldios de Cabana Maior.