Um estudo da Confederação Empresarial do Alto Minho (CEVAL) revelou esta segunda-feira que 77,8% das empresas da região temem que as consequências da pandemia de Covid-19 sejam “ainda mais fortes no futuro”.
Num inquérito sobre ‘O Impacto do COVID-19 na atividade das empresas do Alto Minho’, realizado entre 26 e 31 de março e no qual participaram 20 empresas da região, 50% das empresas inquiridas afirmaram sentir atualmente um impacto muito forte na sua atividade.
Relativamente à redução da procura sentida na região, 44,4% das empresas dizem que sentem atualmente um impacto muito forte e esta realidade é agravada quando questionadas relativamente ao impacto futuro na procura da região, com 70,6% dos inquiridos a revelarem que a região vai sentir muito fortemente um impacto na procura.
Sobre a redução de atividade ou cancelamento de alguma ação, 77,8% das empresas inquiridas foi unânime a afirmar que tiveram a necessidade de o fazer e 22,2% afirmou não ter tido até ao momento essa necessidade.
No que respeita aos apoios concedidos, quando questionadas sobre afetação na execução de projetos apoiados pelo Portugal 2020, pelo cancelamento ou adiamento de eventos, 61,1% diz ter sido afetada em projetos internacionais e 38,9% das empresas afirmam ter sido afetadas.
Já quanto aos programas de apoio nacionais, 77,8% das empresas inquiridas dizem ter sido afetada nos seus projetos, ao passo que 22,2% disse não ter necessidade de o fazer.
Relativamente à suspensão da atividade, 55,6% das empresas do Alto Minho revelam que suspenderam total ou parcialmente a sua atividade, já 44,4% diz não ter feito até agora.
As 20 empresas que integraram o estudo representam globalmente 465 trabalhadores, dos setores da Indústria, Comércio e Serviços. A maior empresa que respondeu ao inquérito representa 295 trabalhadores e a mais pequena é unipessoal.










