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CDS quer saber se Governo retirou apoio a jornadas sobre cabra-montês organizadas por associações de caça

O CDS-PP quer saber se o Governo retirou o apoio a umas jornadas organizadas por associações de caça que deveriam decorrer em Arcos de Valdevez mas entretanto suspensas, e quais as razões dessa decisão, informou hoje o partido.

Em causa estão as I Jornadas Internacionais sobre Sustentabilidade Económica dos Espaços Ordenados e Protegidos, que deveriam decorrer a 13 e 14 de abril em Arcos de Valdevez, no Alto Minho, numa das “entradas” do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Na última sexta-feira, as jornadas foram suspensas pelo Clube Português de Monteiros, um dos organizadores, alegando “razões técnicas”.

Dias antes da suspensão, em comunicado, o Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens (FAPAS) pediu à Câmara de Arcos de Valdevez a anulação das jornadas, alegando serem “propaganda de caça”.

Em causa está a preservação da cabra-brava do Gerês, que o FAPAS diz ter sido dada como extinta em 1892 “devido ao excesso de caça” e que “regressou a Portugal em 1998.

No requerimento enviado aos ministros do Ambiente e Transição Energética e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, os deputados Patrícia Fonseca, Ilda Araújo Novo e Hélder Amaral querem saber “se é, ou não, verdade que o objetivo das jornadas era avaliar o estado atual do conhecimento sobre a cabra-montês, em Portugal e Espanha, e não alterar o ordenamento de caça no Parque Nacional da Peneda-Gerês, definido e estável há mais de 20 anos”.

O CDS questiona ainda o ministro do Ambiente e Transição Energética e secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural sobre se era intenção do Ministério tutelado por Matos Fernandes, “participar nas jornadas e se em algum momento foi comunicado à organização que não iriam, afinal, estar presentes e qual o motivo apresentado”.

“Contrariamente ao que algumas associações ditas ambientalistas começaram a querer fazer crer, não se tratava de umas jornadas de caça, mas de umas jornadas técnicas para debater um tema que, eventualmente, também envolve caça”, sustentam os deputados do CDS-PP.

Na nota, o CDS adianta que, “durante o último debate quinzenal, o primeiro-ministro foi questionado sobre o assunto, apresentado como sendo uma situação muito grave com o objetivo de se voltar a caçar a cabra-montês, tendo então respondido que nenhum membro do Governo apadrinharia ou estaria presente no evento”.

“O CDS-PP considera esta uma postura grave por parte do Governo, em especial do primeiro-ministro, demonstrando uma clara cedência à imposição de uma cultura do gosto por parte de algumas bancadas parlamentares, como já aconteceu noutras ocasiões e em relação a outros assuntos”, sustenta o partido.

Para o CDS-PP, “não sendo a caça o objetivo final das jornadas, o Governo parece ignorar que, desde que devidamente enquadrada na lei e na preservação da natureza, a caça é uma atividade de grande relevância económica”.

“A presença atual de um importante efetivo de cabra-montês – proveniente de Espanha e em crescimento constante -, no território que abrange diversos Municípios que integram o PNPG, é um facto novo e muito significativo para as populações envolvidas, e merece ser alvo de análise e ponderação por parte de todos os envolvidos, até para proteção da própria espécie”, referem.

Fonte: Lusa

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