PSD questiona Governo sobre situação de profissionais de saúde no Alto Minho

Os deputados do PSD eleitos pelo Alto Minho informaram hoje ter questionado a ministra da Saúde sobre as “condições preocupantes” em que trabalham os profissionais de saúde da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

No requerimento dirigido à Ministra Marta Temido, e enviado à agência Lusa, Liliana Silva, Carlos Abreu Amorim e Emília Cerqueira dizem que “os problemas são diversos e transversais, afetando diversas unidades de saúde, classes profissionais e, consequentemente, diversas comunidades populacionais”.

Os deputados querem saber “como possível manter médicos de medicina familiar a trabalhar em Unidades de Saúde Familiar (USF) e Unidades de Cuidados de Saúde Primários (UCSP) a recibo verde”, o que, sustentam, causa “enorme instabilidade aos serviços, face à grande mobilidade que resulta da procura de melhores condições de trabalho”.

“Como é possível manter, na maior parte dos serviços da ULSAM, a falta de dotações seguras de recursos humanos, apresentando, no início de cada mês, escalas mensais de trabalho incompletas, sem salvaguardar os rácios mínimos, ou optando por elaboração de escalas com horas extraordinárias programadas”, acrescentam.

Os três deputados do PSD eleitos pelo distrito de Viana do Castelo querem ainda ser esclarecidos sobre as “desigualdades” que dizem existir por “apenas alguns enfermeiros especialistas terem acesso ao suplemento remuneratório”.

A ULSAM é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

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