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Viana do Castelo promove programa para recuperar 13 monumentos naturais locais

A Câmara de Viana do Castelo iniciou um programa de recuperação ecológica de 13 monumentos naturais locais, assim classificados devido ao valor científico que têm para a geodiversidade, sendo alguns também relevantes sob o ponto de vista da biodiversidade (sítios de importância comunitária da Rede Natura 2000).

As tarefas a serem realizadas contam, numa primeira fase, já em curso, com o abate e remoção de invasoras lenhosas, como a acácia (de diversas espécies como a mimosa, a austrália e a acácia de espigas), o eucalipto, a háquea e de outras espécies, como a cana-do-reino, o chorão, a tradescância (conhecida como a erva-da-fortuna) e a erva-das-pampas.

Como forma de também comemorar o Dia Nacional da Floresta Autóctone, que se assinala a 23 de novembro, o município iniciou os trabalhos na primeira área a intervencionar, o Monumento Natural da Ribeira de Anha, com cerca de 41 hectares, classificado pelo município em 2016, sendo esta uma intervenção realizada em duas fases. A primeira fase prevê o abate e remoção das invasoras entre a foz do rio Lima e até à foz do ribeiro de Anha, e a segunda fase implicará a plantação de vários milhares de pinheiros, de medronheiros e de pilriteiros, entre outras espécies nativas portuguesas (também designadas indígenas ou autóctones).

A recuperação ecológica deste monumento natural está a ser feita em parceria com a Quercus e através de ações de plantação por voluntários – munícipes e empresas – e pelos alunos das escolas do concelho de Viana do Castelo. É também objetivo desta iniciativa sensibilizar os participantes para ações subsequentes que garantem a qualidade ecológica do espaço, nomeadamente a vigilância para controlo das invasoras e do crescimento vegetativo das espécies nativas introduzidas.

O Monumento Natural da Ribeira de Anha conserva o resto de uma praia de seixos do último interglaciar, com idade absoluta próxima de 125 mil anos. Este registo é, até ao momento, o único deste género na costa do Alto Minho, conhecendo-se só mais um, no setor costeiro da Gelfa-Forte do Cão.

Este monumento natural também regista testemunhos das plataformas costeiras do último interglaciar, que estão neste local cerca de um metro abaixo das congéneres a norte do Rio Lima e em resultado de uma falha geológica com atividade recente (movimento vertical de 0,008 mm/ano) e sobre a qual o rio Lima se instalou. Ocorrem também neste monumento natural geoformas costeiras como sapas e marmitas, do penúltimo interglaciar (idade absoluta aproximada de 245 mil anos) e salinas de idade pré-romana.

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