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Viana financia projeto piloto de capacitação de professores para rede de ciência

A Câmara de Viana do Castelo vai financiar, na totalidade, uma pós-graduação a professores dos agrupamentos de escolas do concelho que pretende responder aos “desafios” criados pela Rede Escolar de Ciência, criada em janeiro.

Em comunicado, a autarquia da capital do Alto Minho explicou hoje que aquela pós-graduação em Educação, Ciência e Património Local, a ministrar pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) visa “facilitar a criação e capacitação de Equipas Promotoras da Diferenciação e Flexibilidade Curricular de Agrupamento”.

A primeira Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica do país, instalada nas sedes de sete agrupamentos de Viana do Castelo, entrou em funcionamento em janeiro, envolvendo três mil alunos e 30 investigadores.

O protocolo que vai oficializar este “projeto piloto a nível nacional” vai ser assinado na sexta-feira, pelas 16:00, entre a Câmara de Viana do Castelo, o IPVC e os agrupamentos de escolas de Viana do Castelo.

O acordo será firmado durante a cerimónia comemorativa dos 38 da Escola Superior de Educação, um dos seis estabelecimentos de ensino superior que integram aquele politécnico.

Em causa está a formação de “equipas nos sete agrupamentos de escolas que constituirão uma estrutura pedagógica mobilizadora, com conhecimento focado e aprofundado sobre o património local (biológico, geológico e histórico-cultural) e a sua valorização enquanto recurso, através de projetos interdisciplinares nos conselhos de turma”.

As equipas “irão dar resposta, nomeadamente, aos desafios criados pela Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica, que constitui um conjunto de laboratórios instalados nas sete escolas sede de agrupamento, funcionando como elemento essencial à promoção da experimentação em ciência, com enfoque no património local”.

Segundo o município, a “constituição desta rede pretende suportar a implementação da diferenciação e flexibilidade curricular, dinamizando o uso da metodologia de projeto, de matriz interdisciplinar”.

A rede escolar, um investimento de 150 mil euros promovido pelo Geoparque Litoral de Viana do Castelo e desenvolvido no âmbito do Orçamento Participativo Escolar, integra os laboratórios dos agrupamentos de Santa Maria Maior, Monte da Ola, Monserrate, Pintor José de Brito, Arga e Lima, Barroselas e Abelheira.

Em causa estão laboratórios de processamento de amostras em sedimentologia, de sondagem mecânica e geofísica, de comunicação de ciência, de processamento de amostras em petrologia, de microscopia e petrografia, de fotogrametria e da memória.

Aquelas unidades de investigação descentralizada do Geoparque vão permitir “aos alunos do primeiro ciclo ao ensino secundário trabalharem com cientistas de várias zonas do país, consolidando a necessária aproximação das escolas à ciência, aos seus equipamentos, aos cientistas e aos problemas e metodologias em ciência”.

A Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica “pretende apoiar o desenvolvimento e a implementação da metodologia de trabalho de projeto como a opção de fundo e o foco central do desenvolvimento curricular nas escolas de Viana do Castelo”.

Estimular o conhecimento científico através da descoberta do meio local, promover o gosto e a prática da ciência em contexto fora da sala de aula, incentivar o intercâmbio de conhecimentos entre alunos e docentes do concelho e investigadores e desenvolver a interdisciplinaridade, são outras das apostas daquela rede.

O Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), o Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade (IB-S) da Universidade do Minho (UM) e o IPVC, são alguns dos parceiros da rede.

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