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Arcos de Valdevez aprova orçamento de quase 28 milhões de euros para 2019

A Câmara de Arcos de Valdevez aprovou para 2019 um orçamento de quase 28 milhões de euros, mais um milhão do que em 2018.

Em declarações à Lusa, o presidente da autarquia, João Manuel Esteves, destacou que aquele plano, aprovado pela maioria PSD (seis elementos), “assenta no financiamento por fundos comunitários” e defendeu que o documento “irá privilegiar as pessoas, as famílias e o investimento empresarial”.

O Plano de Atividades e Orçamento de Arcos de Valdevez, no valor de 27.863.300 euros, foi aprovado, na sexta-feira, com o voto contra do único elemento da oposição no executivo, a vereadora do PS, Dora Brandão.

João Manuel Esteves explicou que “a qualificação dos recursos humanos vai ser a grande aposta do executivo municipal em 2019, reforçando a ação social escolar, a atribuição de bolsas de estudo e requalificando equipamentos escolares”.

O autarca referiu que o documento prevê também o “apoio ao repovoamento do concelho, contemplando melhores soluções para os jovens conseguirem terrenos a preços apelativos e construírem as suas habitações ou para arrendamento”.

Relativamente aos apoios às famílias, o autarca disse estar prevista “a redução de impostos e taxas municipais e o investimento na qualidade de vida das pessoas quer seja através da reabilitação do espaço público quer de serviços como o abastecimento de água e saneamento básico”.

João Manuel Esteves salientou também a “forte aposta no alargamento dos parques empresariais e na promoção turística do concelho”.

“A estratégia de desenvolvimento de Arcos de Valdevez está alinhada com a União Europeia e o Portugal 2020. Queremos um concelho mais inovador, mais sustentável, mais próximo, mais inclusivo e conectado”, sustentou.

Contactada pela agência Lusa, a vereadora do PS, Dora Brandão, lamentou que, “mais uma vez, o executivo de maioria social-democrata tenha entregue um documento “tardiamente e incompleto, sem orientações políticas, apenas com a listagem das receitas e despesas”.
Segundo a vereadora, o documento foi lhe entregue “via email, ao final do dia”, na véspera da discussão, “quando o prazo mínimo legal são 48 horas”.

Dora Brandão considerou que a receita prevista no documento “é pouco rigorosa por considerar valores para impostos municipais, nomeadamente o IMI e o IMT, que ainda não foram deliberados”.

Condenou ainda “a afetação de verbas para as juntas de Freguesia”, referindo que “os protocolos que estão previstos têm o mesmo valor, 30 mil euros, para todas as freguesias independentemente do território, da população e das características de cada uma”.

“Essa afetação deveria assentar em critérios de fixação da população uma vez que Arcos de Valdevez é dos concelhos do distrito de Viana do Castelo que mais população perdeu nos últimos anos”, justificou, defendendo que o documento “não aumentou as verbas de apoio às famílias”.

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