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Apoio psicológico a vítimas de explosão em Tui retomado na próxima semana

A Câmara de Tui informou que vai ser retomado, na próxima semana, no centro de saúde daquela cidade da Galiza, o apoio psicológico às vítimas da explosão, em maio, de um armazém ilegal de material pirotécnico.

Em comunicado, o município galego explicou que “serão avaliados os novos casos que merecem acompanhamento e que os serviços sociais assinalarão os doentes que não possam deslocar-se ao hospital de Vigo para receber apoio psicológico”.

Em maio último, segundo dados do município galego, a explosão de um armazém ilegal de material pirotécnico provocou a morte a duas pessoas, feriu 37, sendo que 31 casas ficaram totalmente destruídas e 300 danificadas, com um total de 800 pessoas afetadas das localidades de Paramos e Guillarei.

Na nota enviada à imprensa, a autarquia galega adiantou que, “em agosto e na primeira semana de setembro psiquiatras do Serviço Galego de Saúde (SERGAS) avaliou 72 pessoas, algumas da mesma família, que requereram aquele apoio e agora vão avaliar entre 15 a 20 novos casos que pediram aquele serviço”.

O município de Tui adiantou que a coordenação do apoio psicológico às vítimas daquela explosão foi analisada, esta terça-feira, numa reunião onde marcaram presença do presidente da Câmara, Carlos Vázquez Padín, o chefe de serviço de psiquiatria do Complexo Hospitalar Universitário de Vigo, conhecido pela sigla CHUVI, José Manuel Olivares, o presidente da Associação de Afetados, Salvador García, e a assistente social do concelho de Tui, Carmen González.

O “serviço de psiquiatria garantiu o acompanhamento, semanal, em Tui, de novos casos que venham a surgir como das vítimas já sinalizadas e que não possam deslocar-se ao centro daquele departamento, em Vigo, pelo tempo que for necessário”.

“Já as crianças e jovens que necessitem de apoio terão que deslocar-se ao hospital Álvaro Cunqueiro, em Vigo, onde está instalada a unidade pediátrica”, especificou o município.

Em setembro, o município de Tui manifestou o seu “mal-estar” pelo atraso do Governo central espanhol em declarar o bairro da Torre, em Paramos, Zona Gravemente Afetada, depois da explosão num armazém ilegal de material pirotécnico em maio.

Num comunicado de imprensa, o presidente da Câmara de Tui, Carlos Vázquez Padín, mostrou a sua “surpresa pela rapidez” com que o Conselho de Ministros espanhol vai tomar uma decisão em relação a um incêndio ocorrido em agosto último em Llutxent (Comunidade Autónoma de Valência) e o mesmo não ter acontecido com a “catástrofe” no concelho de Tui (Comunidade Autónoma da Galiza).

O proprietário do armazém clandestino que explodiu em maio, em Paramos, está em prisão preventiva desde maio. Além daquele armazém é proprietário de uma fábrica de pirotecnia, situada na localidade de Baldráns, entretanto selada pela polícia. Além daqueles dois espaços, foram descobertos mais dois armazéns clandestinos de material explosivo em Tui, também propriedade de Francisco Lameiro.

O homem encontra-se em prisão preventiva indiciado pela prática dos crimes de homicídio por negligência, danos e lesões por negligência, risco de catástrofe e posse ilegal de explosivos.

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