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Comunistas de Arcos de Valdevez apelam à reversão da privatização dos CTT

A CDU de Arcos de Valdevez, no Alto Minho, defendeu hoje a reversão da privatização dos CTT por considerar que, “atualmente, se assiste a uma total degradação do serviço público postal”, disse hoje o deputado municipal comunista Romão Araújo.

“No contexto demográfico de Arcos de Valdevez, com muita população idosa, o serviço público postal assume especial importância, em particular por causa do pagamento das pensões”, explicou, hoje à agência Lusa, Romão Araújo.

O deputado da CDU na Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, que falava à margem de uma ação de divulgação do documento “Pela defesa do serviço postal pelo controlo público dos CTT”, disse que o objetivo foi alertar para a “degradação real sentida pelas populações com a privatização dos CTT”.

“O posto dos CTT de Arcos de Valdevez não está incluído no plano de reestruturação anunciado em dezembro, mas é importante prevenir eventuais encerramentos que, por razões economicistas, possam vir a atingir o concelho”, destacou.

Segundo Romão Araújo, “as pessoas hoje abordadas” durante a ação de divulgação realizada pela CDU, disseram “sentir os problemas” criados com a concessão a privados da antiga empresa Correios, Telégrafos e Telefones (CTT).

“O número de cartas perdidas aumentou exponencialmente e assiste-se a uma degradação real do serviço público”, frisou.

Este mês, os CTT informaram que vão disponibilizar 19 novos postos, “limitando assim a três a redução” anteriormente anunciada, de 22 lojas.

Em comunicado, os CTT garantem que continuam a “assegurar proximidade às populações, com 2.366 pontos de acesso” e que, no âmbito do plano de “transformação e modernização” da rede, há “já aberto ou assegurado a abertura de 13 novos estabelecimentos postais – postos de correios – nas envolventes das 22 lojas cujo encerramento foi anunciado, encontrando-se ainda em negociação seis adicionais”.

Em dezembro, os CTT divulgaram um Plano de Transformação Operacional, que previa a redução de cerca de 800 trabalhadores na área das operações ao longo de três anos, em consequência do tráfego do correio, de um total de 6.700, dos quais 6.200 efetivos e perto de 500 contratados a termo.

No final de setembro do ano passado, o grupo CTT contava com 12.843 trabalhadores, enquanto no final de dezembro de 2013 – altura em que a empresa foi privatizada, entrando em bolsa – contabilizava 12.383, ou seja, mais 3,7% (mais 460 trabalhadores em quatro anos).

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