A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) emitiu um alerta aos consumidores contra possíveis tentativas de fraude através de chamadas internacionais.
Neste esquema, o consumidor recebe uma chamada no telemóvel, com número de um país estrangeiro, que dá alguns toques e depois desliga. O objetivo é levar o utilizador a devolver a chamada – o que terá custos elevados, por se tratar de um serviço de valor acrescentado.
O aumento de queixas relativamente a este esquema já levou as operadoras a reagirem, pedindo aos utilizadores que “nunca liguem de volta” e, caso tenham “curiosidade” relativamente ao número em causa, que o “procurem na Internet – de certeza que haverá alguém que já o reportou como fraude”.
A Meo sugere mesmo que se aceda às definições do telemóvel e se “barre a receção de chamadas desse número”.
Perante um caso suspeito, o regulador das comunicações, que admite não ter “competências para investigar estas situações”, recomenda que se apresente queixa na PSP ou GNR ou, em alternativa, que se contate diretamente o Ministério Público ou o Departamento de Investigação e Ação Penal junto do tribunal da área onde os factos se verificam.
De acordo com a Direção-Geral do Consumidor, a Tunísia é o país de origem do maior número de chamadas fraudulentas, “existindo também queixas relativas a chamadas com origem na Argélia, Marrocos, Congo e Tanzânia”.









