Os candidatos do CDS-PP pelo distrito de Viana do Castelo às eleições legislativas do próximo domingo alertam para a falta de apoios comunitários no setor naval. A equipa encabeçada por Joana Mendes reuniu com a West Sea, empresa de reparação e construção naval que, em 2014, assumiu a subconcessão dos estaleiros de Viana do Castelo.
“Abordámos, em especial, a falta de apoios comunitários no setor naval, à qual se junta a distorção de concorrência existente dentro da comunidade europeia, que importa corrigir com urgência, denunciando tais práticas junto da União Europeia”, adianta Joana Mendes, na nota enviada à imprensa.
“Fomos também alertados para o facto de o concurso relativo à construção de seis novos navios de patrulha oceânica, já previstos na Lei de Programação Militar, continuar na gaveta, sem qualquer perspetiva de lançamento. Tal seria uma grande oportunidade para o trabalho desenvolvido pelos Estaleiros Navais de Viana, os quais geram centenas de empregos diretos e indiretos”, acrescenta a cabeça de lista do CDS-PP no Alto Minho.
Ainda durante a visita, a comitiva do CDS-PP abordou a falta de mão-de-obra qualificada e a falta de competitividade dos salários portugueses, problemas que têm trazido ao debate no Alto Minho.
Na terça-feira, os candidatos do CDS-PP reuniram também com a ainda com a APPACDM – Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Ponte de Lima.
“Testemunhámos, mais uma vez, o papel fundamental que instituições como a APPACDM têm junto das comunidades locais e dos nossos jovens. Repetem-se, no entanto, as preocupações relacionadas, entre outros, com a falta de um plano de carreira adequado ao terceiro setor e de soluções ajustadas a cada uma das realidades em causa, sejam deficiências físicas ou intelectuais, em jovens ou idosos, situações que deveriam envolver respostas diferenciadas”, lamenta Joana Mendes.
Medidas para o Alto Minho
O CDS-PP vai apresentar-se às próximas legislativas com propostas que visam o desenvolvimento económico, social e sustentável do distrito de Viana do Castelo, nomeadamente, atratividade do território, saúde e ação social, mobilidade e acessibilidades, desenvolvimento rural e ambiente e descentralização e coesão territorial.
A lista liderada por Joana Mendes afirma que o compromisso eleitoral, que foi anunciado nas redes sociais, está “focado nas necessidades, mas também nas singularidades, dos 10 concelhos que fazem parte do distrito”, apresentando medidas concretas para o Alto Minho.
Na agenda económica, o CDS-PP pretende, entre outros, “fomentar o apoio a empreendedores, à qualificação profissional, que deverá ser adequada às necessidades do tecido empresarial da região, o reforço do cluster da economia do mar, o reforço do apoio à habituação, bem como a descida imediata da taxa de IRC para 19%, com regime de bonificação para empresas localizadas em territórios de baixa densidade”.
Na saúde e ação social, o partido defende “medidas de apoio à natalidade, bem como às populações mais vulneráveis e o reforço da rede de equipamentos de apoio à infância e da rede de unidades de cuidados de saúde primários, de cuidados continuados e paliativos”.
No campo da mobilidade e acessibilidades, abordam “o reforço das ligações rodoviárias transfronteiriças e a melhoria da rede de transportes públicos, com uma verdadeira intermodalidade entre sistemas de transporte”.
Na área do desenvolvimento rural e ambiente, o compromisso local do CDS-PP centra-se no apoio aos produtores agrícolas e florestais e na promoção da floresta. A valorização dos recursos hídricos, do Parque Nacional da Peneda Gerês, das Áreas Protegidas e Classificadas e das frentes costeiras e a oposição à exploração de lítio na Serra d’Arga são algumas das medidas apresentadas.
A candidatura do CDS-PP pelo Alto Minho defende ainda uma maior descentralização da gestão e execução dos fundos estruturais europeus, nomeadamente PRR e Portugal 2030, e o correspondente reforço dos fundos financeiros, bem como uma reforma eleitoral do sistema político que aproxime eleitores e eleitos.









