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Câmara de Arcos de Valdevez aprova “maior orçamento de sempre” no valor de 32 milhões de euros

A Câmara de Arcos de Valdevez aprovou para 2021 um orçamento de 32 milhões de euros, mais um milhão do que em 2020, considerando tratar-se do “maior de sempre“.

Em comunicado, o município adiantou que “as Grandes Opções do Plano para 2021 assumem um investimento na ordem dos 21,5 milhões de euros”, cerca de 12 milhões de euros em funções sociais, seguindo-se as funções económicas, com mais de 6,6 milhões de euros.

“Este Orçamento é mais uma etapa da estratégia de desenvolvimento sustentável para Arcos de Valdevez. Estamos a construir um concelho com mais educação e solidariedade, mais saúde e segurança, mais verde e sustentável, mais próximo e conectado e com mais crescimento, inovação e atratividade”, afirmou o presidente da câmara, João Manuel Esteves, citado naquela nota.

A autarquia reforça que o orçamento “pretende consolidar a estratégia de desenvolvimento sustentável de Arcos de Valdevez, através da concretização de um conjunto de projetos e ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, apoio às famílias e instituições e dinamização da economia local, procurando o equilíbrio entre a sustentabilidade social, económica e ambiental”.

O documento comtempla ainda um plano de prevenção e mitigação dos efeitos da Covid-19. “Vamos reforçar o apoio às famílias, às pessoas desfavorecidas e aos trabalhadores com perda de rendimentos. Vamos continuar a cooperar com as entidades locais de saúde, segurança e ordem pública e a apoiar as instituições sociais. Vamos continuar a apoiar a retoma da economia com o lançamento de novos programas de apoio à modernização da atividade empresarial e de incentivo ao empreendedorismo e emprego”, afirma o município.

Entre os investimentos previstos para 2021, consta a ampliação e gestão eficiente das redes de abastecimento de água, saneamento, resíduos sólidos e energia, no valor de mais de 4,3 milhões de euros, e a modernização das instalações em novas tecnologias e reforço da ação social escolar, no montante de 1,7 milhões de euros.

Na mobilidade e reabilitação de espaços urbanos está previsto um investimento de cerca de quatro milhões de euros, para beneficiação da rede viária nas freguesias e reforço da segurança rodoviária por todo o concelho, além da manutenção de 12 linhas de transportes públicos e da expansão da rede de fibra ótica.

Na área da habitação, vai avançar a construção, reabilitação e aquisição de habitações e a conclusão da obra de reabilitação para arrendamento jovem na rua do Lira, estando previsto um investimento superior a 1,2 milhões de euros.

Nas áreas da cultura, desporto, recreio e lazer, serão inauguradas as Oficinas de Criatividade Himalaya e iniciada a intervenção no Espaço Valdevez – Memória Arcuense. Com um investimento na ordem dos 1,5 milhões de euros, terão início as obras da terceira fase da zona desportiva.

Mais de 2,6 milhões de euros estão destinados ao turismo. “Vamos abrir o Parque Biológico da Porta do Mezio, o Centro de Biodiversidade e Turismo em Sistelo e o Centro Interpretativo da Geologia na Gavieira, construir o Centro Interpretativo e Etnográfico em Soajo e será melhorada a rede de ecovias, passadiços e miradouros, os locais de visitação, entre a Miranda e o Extremo”, refere a autarquia, acrescentando que vai “intervir no Monte do Castelo e criar mais um espaço de comercialização de produtos locais, as Esplanadas do Vez”.

Na atração de investimento e criação de emprego, a Câmara Municipal pretende “investir na expansão dos parques empresariais, nomeadamente em Paçô e Padreiro, e reforçar os incentivos à criação de empresas e emprego. “Vamos apoiar a criação do Centro de Interface Tecnológico do Alto Minho (CITAM) numa parceria com instituições universitárias e empresas, dando um salto qualitativo na investigação e inovação e formação de cariz superior”, sustenta o município.

O apoio à atividade das juntas de freguesia, instituições e associações, com transferências superiores a 4,6 milhões de euros, e um investimento superior a 680 mil euros na transição digital e interatividade com os cidadãos constam também do Orçamento para 2021.