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Prédio Coutinho sem classificação de interesse público

A Direção-Geral do Património Cultural notificou a Câmara de Viana do Castelo do arquivamento de um pedido de classificação do prédio Coutinho como imóvel de interesse público, requerida pelo arquiteto Fernando Maia Pinto, informou hoje a autarquia.

“A Câmara Municipal de Viana do Castelo foi notificada do arquivamento do pedido de abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional do Edifício Jardim [também conhecido como prédio Coutinho], fundamentada no parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura”, adiantou a Câmara em nota de imprensa.

De acordo com aquela nota, o “parecer sublinha que o edifício Jardim/prédio Coutinho não possui um valor patrimonial de âmbito nacional, pelo que propõe o arquivamento do pedido de abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional”.

Em maio, o arquiteto Fernando Maia Pinto, autor e primeiro subscritor do pedido de abertura de procedimento de classificação justificou aquela ação com o “dever cívico” de impedir a prevista demolição do edifício.

“A demolição é um absurdo que espoletou o dever cívico inteligente de manter o Coutinho como prédio habitacional”, afirmou, na altura, o arquiteto formado pela Escola de Belas Artes da Universidade do Porto.

O edifício de 13 andares, que já chegou a ser habitado por 300 pessoas, está situado em pleno centro histórico da cidade e tem demolição prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, para ali ser construído o novo mercado municipal.

O processo está suspenso desde janeiro, a aguardar decisão judicial da providência cautelar movida pelos últimos 14 moradores do prédio.