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“É muito expectável que o arranque do 2.º período seja muitíssimo conturbado”

Os docentes do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, em Valença, garantem uma “forte adesão à greve” a partir de amanhã, dia 3 de janeiro, e durante toda a primeira semana de aulas de janeiro, prevendo-se a sua continuidade por “tempo indeterminado”.

Em comunicado enviado hoje às redações, a comissão de greve adianta também que haverá uma greve de todo o pessoal não docente, a partir de quarta-feira, dia 4 de janeiro, também por tempo indeterminado.

“É muito expectável que o arranque do 2.º período seja muitíssimo conturbado,
não só no Alto Minho, mas também por todo o país, pelo que já temos tido vários contactos por parte dos Encarregados de Educação a manifestar a sua enorme preocupação para a falta de soluções apresentada pelo Governo e que têm conduzido a esta paralisação nunca antes vista em Portugal”, pode ler-se no comunicado.

“Recorde-se que o Governo tem ainda em cima da mesa negocial a alteração do regime de concursos de professores”, frisa a comissão de grave, acrescentando: “Teme-se uma politização da Educação.”

Esta decisão surge na sequência do pré-aviso de greve de professores por tempo indeterminado, com início a 9 de dezembro de 2022, e com impacto em todo o país.

No dia 27 de dezembro, centenas de escolas estiveram representadas em Coimbra, entre as quais várias instituições do Alto Minho, incluindo o Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, de Valença.