Altominho.tv

Viana do Castelo adia prazos de obras por falta de materiais e mão-de-obra

A Câmara de Viana do Castelo aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a prorrogação de quatro empreitadas, a pedido das empresas que alegam atrasos ou falta de materiais e ausência de mão-de-obra especializada devido à pandemia de Covid-19.

Em causa estão empreitadas, no valor global de 4,6 milhões de euros, relacionadas com a beneficiação de redes abastecimento de águas e saneamento básico e regeneração urbana.

A prorrogação dos prazos, sem revisão de preços, foi aprovada em reunião camarária realizada esta terça-feira, através de videoconferência.

As empresas responsáveis pelas empreitadas pedem mais 150 dias para concluir os trabalhos face à dificuldade de entrega de materiais e à falta de mão-de-obra resultante da situação epidemiológica causada pelo novo coronavírus.

O presidente da câmara, Luís Nobre, disse que “não há milagres” quando o problema reside na falta de materiais e de mão-de-obra. “Até podemos querer fazer obra, não a podemos fazer porque não acontecem de forma mágica. Alguém tem de as executar, alguém tem de meter mãos à obra”, afirmou.

O autarca socialista adiantou que aquelas “dificuldades” se sentem a nível mundial e que a autarquia vai fazendo “o possível para as resolver”. “É o caso destas prorrogações de empreitadas que estavam a decorrer porque há financiamento e há vontade política para as concretizar”, destacou.

No período antes da ordem do dia, respondendo a uma interpelação da vereadora da CDU, Cláudia Marinho, o presidente da Câmara de Viana do Castelo explicou que foi decidida, após uma reunião entre a autarquia e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), a criação de um grupo de trabalho que irá gerir “todos os assuntos relacionados com a descentralização de competências” na área sob jurisdição portuária.

Luís Nobre apontou os casos da Praia Norte, da zona dos armazéns de aprestos dos pescadores, a limpeza da envolvente ao edifício da marina e da ponte móvel pedonal.

“Tudo o que é atividade portuária passará para a gestão do município. Vamos, decididamente, avançar com esse processo para clarificar quem intervém e para sermos mais ágeis na identificação e na assunção das responsabilidades”, referiu.

Também questionado por Cláudia Marinho, o vereador com o pelouro da Promoção da Saúde informou estarem concluídas as obras de beneficiação das extensões de saúde das freguesias de Afife e Carreço.

Ricardo Rego referiu já ter sido feita uma primeira vistoria pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), faltando ainda o aval da Saúde Pública, uma vez que foi a delegação local que decretou o encerramento daquelas extensões de saúde.
Só após essa validação é que será definida a data de reabertura daqueles equipamentos.

Já a extensão de saúde de Vila Nova de Anha, explicou, implica uma solução mais complicada, estando em estudo um projeto inovador.

O executivo municipal aprovou ainda, por unanimidade, a atribuição de 14.250 euros de subsídios resultantes de protocolos estabelecidos pela câmara municipal com três empresas proprietárias de contentores, distribuídos pelo concelho, para a recolha de roupa com vista à sua reutilização, promovendo a redução de resíduos destinados a aterros.

Segundo a vereadora da Coesão Social, Carlota Borges, o protocolo estabelecido entre o município e as empresas prevê que, no final de cada ano, cada entidade contribua com um valor monetário predefinido mediante o total de toneladas de roupa depositada nos contentores e que reverte para associações e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Explicou que o valor atribuído por tonelada de roupa é fixado por uma entidade reguladora e que, este ano, os 14.250 vão ser repartidos por cinco instituições e associações de defesa dos animais do concelho.