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Desemprego no Alto Minho aumenta 46,1% em ano de pandemia

O distrito de Viana do Castelo registou, em fevereiro, 6.358 desempregados inscritos nos centros de emprego, mais 46,1% do que fevereiro de 2020, revela um relatório.

O relatório trimestral Norte Conjuntura, elaborado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), refere que a influência da crise pandémica na economia nacional e internacional foi determinante para o aumento do desemprego no Alto Minho.

De acordo com as estatísticas daquele organismo, nos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, em fevereiro de 2020, antes do início da pandemia de Covid-19, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego era de 4.352.

Um ano depois, o número de pessoas sem emprego aumentou 46,1%, “o que representou o maior crescimento entre todas as NUTS III da região Norte”.

De acordo com o documento, o crescimento mais acentuado nos últimos dois meses de 2021 foram uma tendência observada em todas as sub-regiões do Norte e ocorreu após uma descida do desemprego no último trimestre de 2020.

“O número de desempregados registados nos centros de emprego do Alto Minho tinha diminuído de 6.686 para 5.921 entre o terceiro e o quarto trimestres de 2020, o que significa uma redução significativa de 11,5%. Porém, com o agravamento da situação económica no início do novo ano, o desemprego nesta sub-região subiu para 6.358 indivíduos em fevereiro de 2021, mais 7,3% face a dezembro de 2020”, indica.

O desemprego registado em Viana do Castelo, o concelho com mais população no Alto Minho, diminuiu em 8,8% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2020, mas voltou a crescer no início de 2021. O número de pessoas sem emprego aumentou 12,4% entre dezembro e fevereiro, uma “evolução desfavorável” que resultou num total de 2.639 desempregados registados nos centros de emprego no mês de fevereiro, mais 62,6% do que em fevereiro de 2020.

Relativamente aos restantes concelhos, o relatório adianta que, em fevereiro deste ano, registaram-se 536 desempregados em Arcos de Valdevez, 432 em Caminha, 115 em Melgaço, 435 em Monção, 250 em Paredes de Coura, 266 em Ponte da Barca, 868 em Ponte de Lima, 547 em Valença e 270 em Vila Nova de Cerveira.

Ainda de acordo com o documento hoje divulgado, o número de trabalhadores abrangidos pelo regime de “lay-off” tem sido, desde o início da pandemia, “bastante elevado”, tendo sido contabilizados 328.647 trabalhadores neste regime no quarto trimestre do último ano, o que representava 40,8% do total do país.

As medidas de proteção ao emprego estão a evitar que a taxa de desemprego na região Norte, que se fixou em 7% no último trimestre de 2020, “se situe perto de 25%”.

Entre o terceiro e último trimestre de 2020, a taxa de desemprego na região diminuiu 0,9% em consequência da “elevada proteção do emprego”, acrescenta o relatório.