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Criada página nas redes sociais para ajudar feirantes de Viana do Castelo

A página Feirantes de Viana do Castelo, criada nas redes sociais para ajudar os empresários do concelho a venderem os seus produtos conseguiu juntar mais de 1.800 membros em 24 horas, disse hoje a promotora da iniciativa.

A página foi criada por Renata Guisantes, no domingo, cerca das 10:00, na sequência da proibição das feiras anunciada pelo Governo para conter a pandemia de covid-19. 

Consultada hoje pela Lusa, à mesma hora, a página tinha 1.800 membros e inúmeras publicações de empresários dos setores do vestuário, calçado, produtos locais, entre outros.

Contactada pela agência Lusa, a professora de dança de 34 anos, afirmou estar “surpreendia” com a adesão.

“Não estava a contar com este impacto. De todo. Só espero ajudar não só para os feirantes, como para os próprios clientes que, muitas vezes, não têm oportunidade de ir à feira as vezes que gostariam. Os produtos aparecem na página e podemos comprar. Já encomendei vários artigos das publicações que as pessoas fizeram. Não estava a contar que alguns artigos fossem tão baratos e de boa qualidade”, explicou.

A licenciada em educação física, proprietária de uma escola de dança e empresária nas áreas das tatuagens e de animação de eventos, disse discordar da medida governamental.

“Comecei a ver o burburinho e as manifestações que estão a ser anunciadas e pensei que a luta pode não ser o caminho. Em vez de me queixar da medida, achei que devia passar à ação, criando algo que possa ajudar não só os feirantes, como o comércio local”, adiantou. 

Renata Guisantes explicou que atualmente “as pessoas passam muito tempo na Internet” e que esse o meio mais adequado para ajudar os feirantes. 

“Os seus produtos conseguem ter mais visibilidade que, provavelmente, na feira. As últimas publicações de artigos que consultei tinham mais de 700 visualizações”, referiu.

O Governo determinou no sábado o dever cívico de recolhimento domiciliário em 121 concelhos do país devido ao aumento de casos relacionados com o novo coronavírus.

Os estabelecimentos de restauração não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22:30.

O teletrabalho também se torna obrigatório salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador.

Nestes concelhos, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, enquanto os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertençam ao mesmo agregado familiar.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos e mais de 46,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.544 pessoas dos 144.341 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.