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Âncora debate futuro da Ponte Eiffel

“Que futuro para a Ponte Eiffel do rio Âncora” é o tema do debate marcado para o dia 31 de outubro, nas instalações do Sociedade de Instrução e Recreio Ancorense (SIRA), na freguesia de Âncora, em Caminha.

A iniciativa pretende discutir a importância do regresso da estrutura às margens do Âncora, que até 1989 servia de passagem para o comboio da linha do Minho e que há quase três décadas está no concelho da Póvoa de Lanhoso. Com início pelas 14h30, o debate conta com a participação do presidente da Associação Portuguesa para o Património Industrial, José Manuel Lopes Cordeiro.

Em comunicado enviado à imprensa, a Junta de Freguesia de Âncora afirma que “a antiga ponte ferroviária do rio Âncora, projetada pela Casa Eiffel, encontra-se abandonada e num progressivo estado de deterioração, no concelho da Póvoa de Lanhoso, depois de ter sido para ali deslocada após a sua substituição por uma nova ponte, em 1993”.

“O objetivo era reutilizá-la como ponte pedonal entre duas freguesias da Póvoa de Lanhoso, projeto que nunca foi concretizado”, sustenta a autarquia.

Além do debate, está também a circular uma petição online que solicita ao presidente da Assembleia da República, aos deputados e ao Governo “que intercedam junto da autarquia da Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga, para que esta restitua a Ponte ferroviária Eiffel, que realizava a primitiva travessia do rio Âncora, em Caminha, à autarquia de Âncora”.

Os promotores da petição “Resgatar a Ponte Eiffel do Âncora“, que conta com quase 200 assinaturas, pedem ainda à Direção-Geral do Património Cultural que encontre “uma solução digna para esse património industrial desenhado pela mão de um dos mais brilhantes génios do ferro: Alexandre Gustave Eiffel”.