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Melgaço tem antena de telecomunicações com 20 metros transformada em obra de arte

O centro histórico de Melgaço viu reforçada a rede de telecomunicações com a instalação de uma antena de 20 metros de altura, transformada em obra de arte ao abrigo da residência artística AMAR O MINHO, foi hoje divulgado.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, explicou que a criação artística permitiu tornar a antena de telecomunicações “mais agradável, reduzindo o impacto visual no espaço público” da vila.

O autarca socialista explicou que “a peça de arte urbana” foi desenvolvida no âmbito programa de Residências Artísticas do projeto AMAR O MINHO, uma iniciativa promovida pelo consórcio MINHO IN, constituído pelas Comunidades Intermunicipais (CIM) do Alto Minho, Ave e Cávado.

Manoel Batista adiantou a antena de telecomunicações integra um investimento da empresa Altice, que prevê ainda a instalação de mais duas antenas, nas freguesias de Paderne e Branda da Aveleira.

Em comunicado, o consórcio MINHO IN, adiantou que a intervenção artística do espanhol Rafa López vai ser inaugurada na segunda-feira, às 11:45, junto ao quartel dos bombeiros de Melgaço.

Contactada pela agência Lusa, a diretora e curadora do projeto AMAR O MINHO, Helena Mendes Pereira, explicou que a “primeira antena de telecomunicações a ser transformada em obra de arte introduz uma dimensão mais contemporânea e vanguardista no espaço público da vila de Melgaço”.

“Houve uma seleção muito criteriosa dos materiais, tendo sido feitos alguns testes para que não houvesse interferências com a funcionalidade da antena de telecomunicações. Na criação artística não puderam ser aplicados materiais com químicos, apenas à base de água”, especificou. 

Sobre a proposta artística do projeto AMAR O MINHO, em Melgaço, disse ter sido “um dos mais arrojados desafios artísticos”.

“Rafa López teve o desafio duplo de integrar na sua estética aquele território e tornar a obra de arte em espaço público”, destacou.

A intervenção decorreu entre 23 de agosto e 04 de setembro, período em que o artista andaluz esteve em residência artística naquele município.

As residências artísticas que, desde junho, estão a percorrer os municípios do Minho, abrangem diversas áreas disciplinares, desde a Dança à Música, passando pela Fotografia, Arte Pública, Artesanato e Literatura.

Helena Mendes Pereira é a curadora responsável pelas áreas da arte em espaço público, artesanato e fotografia, cabendo a António Rafael, membro da banda Mão Morta, a curadoria dos projetos na área da música, dança e literatura.

O projeto, que decorre até junho de 2021, é uma iniciativa de promoção da cultura, dos artistas e do turismo sob a marca “AMAR O MINHO, com o apoio do Norte 2020 e dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI).

A “maior rede de residências artísticas nos 24 municípios representados por três CIM”, pretende “reforçar a identidade cultural do Minho e dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico.