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Covid-19: Melgaço com indicadores de “excelente recuperação” económica

O presidente da Câmara de Melgaço disse hoje que o concelho apresenta “indicadores de uma excelente recuperação” no turismo, economia do vinho e no setor industrial, após três meses “complexos” resultantes da pandemia de covid-19.

O socialista Manoel Batista adiantou que, “passado o período complexo, entre março e maio, há indicadores de uma excelente recuperação”, e avançou a concretização, “nos próximos tempos, de grandes investimentos no setor industrial, do turismo e dos vinhos” que sustentam as previsões do executivo para o “município mais a norte do país”.

“No setor industrial, falo, de forma imediata, no início em 2021, do início da construção da primeira fase da nova zona empresarial de Alvaredo, num investimento de 2,7 milhões de euros. Na área do turismo, espero que arranque ainda este ano a reabilitação do antigo hotel do Peso, orçada em 7,2 milhões de euros, num investimento luso-francês, já aprovada pelo Turismo de Portugal e que apenas aguarda apoio comunitário do programa Compete”, referiu o autarca.

Em causa está o Grande Hotel do Peso, conjunto edificado hoje em ruínas, construído na segunda metade do século XIX, próximo do parque termal do concelho.

Manoel Batista adiantou que “a economia do vinho e dos produtos locais cresce a um ritmo extraordinário”, referindo que, “até final de 2019, os trinta produtores locais de vinho cresciam a dois dígitos”.

“Tenho nota de que estão todas em franca recuperação. Devido à pandemia de covid-19 terão registado quebras muito baixas, ou resultados estão alinhados com os de 2019. A partir de 2021 voltarão a um crescimento da ordem dos dois dígitos”, destacou.

A sub-região de Monção e Melgaço tem uma área total de 45 mil hectares, 1.730 dos quais cultivados com vinha, sendo que a casta Alvarinho ocupa cerca de 1.340 hectares.

A sub-região tem no mercado 253 marcas de verde, produzidas por 2.085 viticultores e 67 engarrafadores.

Segundo Manoel Batista “há investimento a acontecer em inúmeras dessas adegas” do concelho e revelou estar previsto um investimento de investidores externos à sub-região de Monção e Melgaço.

“Há gente de fora da sub-região com interesse investir em Melgaço na área do vinho”, adiantou, escusando a avançar mais pormenores sobre o negócio.

Segundo dados de junho da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), as vendas de vinho de Monção e Melgaço “aumentaram 30%” desde que, em 2015, foi assinada a portaria que alarga o âmbito da utilização da designação Alvarinho a toda rotulagem da Região dos Vinhos Verdes (RVV).

Manoel Batista referiu também que, no setor do turismo, “os dados de julho e agosto apontam para uma ocupação hoteleira próxima dos 100% e, em algumas situações, de 100%”.

No concelho “há mais de 600 camas distribuídas por hotéis e empreendimentos de alojamento local e rural”.

“Até final de 2019, a nossa visitação alicerçava-se bastante no turismo nacional, mas mais de 50% eram turistas estrangeiros. Este período positivo que estamos a fazer neste momento alavancou muito com turistas nacionais”, explicou.

O autarca disse “acreditar” que com a “abertura dos mercados internacionais”, aqueles resultados do setor, “dos melhores de sempre”, irão continuar.