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Autarca de Melgaço exige requalificação das estradas nacionais 101 e 202

O presidente da Câmara de Melgaço defendeu, esta segunda-feira, um reforço do investimento nas zonas de fronteira e exigiu a requalificação das estradas nacionais 101 e 202.

“Que os governos português e espanhol tenham noção exata que neste território, nestas zonas de fronteiras, há mais de uma década que não se fazem investimentos estruturantes”, afirmou Manoel Batista, numa conferência de imprensa realizada na ponte Melgaço–Arbo.

O autarca apelou para que, no próximo quadro comunitário de apoio, seja reforçado “o investimento nas zonas de fronteira, tanto do lado português, como do galego”.

Do lado português, Manoel Batista referiu uma “requalificação esperada e desejada há muito tempo”. “Há uma exigência absolutamente crucial, a reabilitação bem feita, bem pensada e bem estruturada da Estrada Nacional (EN) 101, de Valença até Monção, e da EN 202, de Monção até São Gregório.”

“Exigimos. É um direito destes municípios que há muito tempo não têm qualquer tipo de investimento na rodovia. É um direito destes municípios que a rodovia seja requalificada, devidamente requalificada, e possa servir do ponto de vista do turismo, da visitação e da indústria”, sublinhou o autarca.

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho pediu, esta segunda-feira, medidas compensatórias para os municípios do Alto Minho e da Galiza, afetados pelo encerramento das fronteiras terrestres.

Entre as medidas, estão a criação de um cartão de cidadão transfronteiriço, para facilitar a vida da população residente no território, e a criação de uma Intervenção Territorial Integrada (ITI), mecanismo da União Europeia para a gestão dos fundos destinados à cooperação transfronteiriça.