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Zé Rocha Dantas

GNR obriga ao cancelamento da habitual concentração de concertinas em Arcos de Valdevez

A Guarda Nacional Republicana, interrompeu a habitual concentração de concertinas que acontece nas tardes de domingo em Arcos de Valdevez, apesar das regras impostas pela DGS.

Os militares não autorizaram o ajuntamento e obrigaram ao cancelamento da actividade que decorria junto ao Campo do Trasladário.

De acordo com testemunhas no local, apesar de alguma indignação por parte dos populares, estes acabaram por acatar a ordem dos militares e desmobilizaram.

Recorde-se que antes do surgimento da pandemia, as tardes de domingo eram passadas junto ao Campo do Trasladário, em ‘roda’, ao som da concertina, das castanholas e do reco-reco, bailando-se o vira durante “horas seguidas”, quer “chova, quer faça sol”. Estas concentrações passaram recentemente a ser retomadas na fase de desconfinamento, apesar das regras impostas pela DGS, e tem vindo a indignar uma parte da população local que tem manifestado esse desagrado nas redes sociais.

Este movimento espontâneo começou “tímido” há quase década e meia. Nos últimos anos, ganhou dimensão e atrai dezenas de pessoas, não só de Arcos de Valdevez como dos concelhos vizinhos do distrito de Viana do Castelo, de Braga e até da Galiza.

São designadas por ‘rodas’ porque no centro ficam os tocadores de concertina a que se juntam os bailarinos, dançando em círculo, aos pares. A roda vai crescendo à medida que novos pares se juntam, ao ritmo do marcador, o dançarino que vai indicando os passos e o sentido que a roda deve tomar.

O “gosto” pelo folclore e a “alegria” que o convívio proporciona junta pessoas de todas as idades ao som das Chulas e das melodias da Cana Verde, das mais antigas danças populares das aldeias do Alto Minho.