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Viana do Castelo faz vigília pela canonização do frei Bartolomeu dos Mártires

A Igreja de São Domingos, em Viana do Castelo, mandada construir por frei Bartolomeu dos Mártires, acolhe no dia 09 de novembro uma vigília pela canonização do novo santo português, informou hoje fonte da Diocese local.

Fonte do secretariado para a comunicação social da Diocese de Viana afirmou à Lusa que esta vigília ocorrerá pelas 21h30, na véspera da proclamação solene da canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires, marcada para 10 de novembro na Sé de Braga.

“É uma oportunidade para quem não puder deslocar-se a Braga para assistir à proclamação solene. Desta forma, terá um momento de oração em Viana do Castelo”, destacou aquela fonte.

A iniciativa inclui uma homília do bispo Anacleto Oliveira na igreja de São Domingos, onde o novo santo está sepultado. No final será apresentado o livro “A Luz de um Santo”, lançado este mês pela Diocese de Viana do Castelo sobre a vida e mensagem de Bartolomeu dos Mártires.

É na paróquia de Monserrate, em plena ribeira da capital do Alto Minho, que está situada a igreja de São Domingos, do século XVI, e onde se encontra o relicário com os restos mortais do novo santo português.

A igreja integra o antigo convento de Santa Cruz, depois designado de São Domingos, que, tal como a igreja, foi mandado construir por Frei Bartolomeu dos Mártires. Foi naquele convento que o beato morreu a 16 de julho de 1590 e onde se encontra sepultado.

Em julho, o Vaticano anunciou, por decisão do Papa Francisco, a canonização de Bartolomeu dos Mártires, que decorrerá nos dias 09 e 10 de novembro. Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável em 23 de março de 1845, pelo papa Gregório XVI, e beato, em 04 de novembro de 2001, pelo papa João Paulo II.

Bartolomeu dos Mártires (nascido Bartolomeu Fernandes) nasceu em Lisboa, em 03 de maio de 1514, e morreu em Viana do Castelo, em 16 de julho de 1590.
Foi arcebispo de Braga entre 1559 e 1582, tendo tido uma participação importante no Concílio de Trento, como um elemento destacado da ala renovadora da Igreja de então.

Em Viana do Castelo não ficou apenas conhecido por ter mandado construir o convento tal como a igreja contígua, mas sobretudo pela sua dedicação aos pobres.

Renunciou como arcebispo em 23 de fevereiro de 1582 e recolheu-se no convento em Viana do Castelo, onde morreu a 16 de julho de 1590.

Bartolomeu dos Mártires foi sempre apelidado pelo povo como o “arcebispo santo, pai dos pobres e dos enfermos” e insistiu, em vida, na deposição dos seus restos mortais naquele convento, numa altura em que a diocese local ainda não existia, sendo liderada por Braga.

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